Presidenciais 2016

Presidenciais. Marcelo quer ser “estabilidade no meio da instabilidade”

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Marcelo apresenta candidatura presidencial às 18h em Celorico. Decisão estava tomada há muito e reunião PSD/PS não o demoveu. "Marcelo é a estabilidade em tempo de instabilidade", diz fonte próxima.

© Hugo Amaral/Observador

Marcelo Rebelo de Sousa vai apresentar esta tarde a sua candidatura formal à Presidência da República. A apresentação da candidatura do professor vai ter lugar às 18h00 em Celorico de Basto, avança a TVI. “Está confirmado”, disse o ex-líder do PSD ao Observador, acrescentando que já estava “a caminho” de Celorico.

O evento acontece naquela vila do distrito de Braga, onde Marcelo está recenseado e onde tem raízes familiares. O professor de Direito chegou a ser presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto, que tem até uma biblioteca municipal rebaptizada com o seu nome.

A decisão de apresentar agora a candidatura presidencial já estava tomada antes da noite de domingo. Os passos foram pensados ao pormenor, confirmou o Observador. Na segunda-feira, Marcelo disse na TVI que já tinha feito a ponderação que precisava, na terça-feira Miguel Relvas foi ao Conselho Nacional pedir o apoio do PSD para a candidatura do ex-líder do partido por ser a única vencedora e capaz de unir o centro-direita.

O agora candidato presidencial já tem um especialista de comunicação ao seu lado: Rodrigo Moita de Deus (da Nextpower), que em 2011 fez a campanha de Passos. “Vai ser uma campanha completamente fora do normal. Cartazes na rua, não precisa. Uma grande estrutura também não porque onde quer que ele vá estará rodeado de pessoas. Ele vai surpreender, vai pontuar a campanha. Alguém se lembraria de lançar uma candidatura em Celorico?”, garante um dos apoiantes.

E o facto de o anúncio ter sido feito hoje de manhã ao mesmo tempo em que Pedro Passos Coelho e António Costa ainda estavam a falar aos jornalistas depois de uma reunião na sede do PSD sobre a viabilização de um governo PSD/CDS não fez mudar os planos do comentador da TVI e professor catedrático de Direito da Universidade de Lisboa. “Marcelo é a estabilidade em tempo de instabilidade”, justifica fonte próxima.

“Registo com agrado a disponibilidade do prof. Marcelo Rebelo de Sousa”, congratula-se, em declarações ao Observador, o vice-presidente do PSD e presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, um dos dirigentes do partido que sempre declarou apoio incondicional ao comentador político mais popular da televisão. “Com isto, mata qualquer outra candidatura”, afirmou ao Observador um apoiante de Marcelo, referindo-se à eventual candidatura de Rui Rio, o ex-autarca do Porto, que ainda não decidiu se quer ou não avançar para Belém.

Os apoios também já vêm do CDS. “Faz muito bem. Portugal precisa dum Presidente responsável, experiente e avesso às experiências PRECianas do PS e de Sampaio da Nóvoa“, afirma Michael Seufert, deputado do CDS, no Facebook.

Marcelo antecipa-se também à socialista Maria de Belém Roseira, que só vai apresentar a sua candidatura na próxima terça-feira. Na segunda-feira, no rescaldo da noite eleitoral, Marcelo já tinha deixado claro na TVI que tinha tudo “ponderado e decidido” na sua cabeça. Faltava apenas a convocatória oficial. “Uma coisa é ter o cenário claro na cabeça, ponderado e decidido, outra coisa é falar dele na TVI”, disse na altura o professor e comentador. Questionado sobre se isso significava que já tinha decidido o que havia para decidir, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que era preciso entender o cenário político que saia das eleições, não deixando margem para dúvidas: “Está percebido e está ponderado o que havia a ponderar”.

Segundo o Expresso, este domingo será mesmo a última vez que Marcelo vai estar na TVI a fazer o seu habitual comentário político semanal. Marcelo já nem falará da atualidade política esta semana, estando marcado ao invés disso uma despedida do comentador com todos os apresentadores que o acompanharam nos últimos anos: Júlio Magalhães, Ana Sofia Vinhas, José Carlos Castro, Pedro Pinto, Judite de Sousa e José Alberto Carvalho.

Sondagens já jogam a favor

Ainda a noite eleitoral das legislativas não tinha acabado, no domingo, e já era divulgada uma sondagem da Intercampus para o Público e TVI sobre o posicionamento dos putativos candidatos presidenciais. E no campo das sondagens a batalha já parece ganha, com Marcelo Rebelo de Sousa a partir com larga vantagem de 30 pontos percentuais nas intenções de voto face a Maria de Belém, que consegue apenas 17% das intenções de voto.

Segundo a sondagem da Intercampus, Marcelo Rebelo de Sousa venceria a primeira volta com 49,3% dos votos, com uma vantagem de mais de 30 pontos percentuais para a segunda candidata, Maria de Belém, que obtinham 17% das intenções de voto. Seguia-se Rui Rio, com 15,1%, e António Sampaio da Nóvoa, com 10,1%. O candidato com menos intenções de voto é Henrique Neto, com 1,4%.

Na última reunião da comissão política do PS, ficou decidido que os socialistas teriam liberdade de voto na primeira volta das presidenciais, com Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa a aparecerem ambos como candidatos na área do PS, ou mais à esquerda.

Na quinta-feira, o PCP apresentou o seu candidato a Belém: Edgar Silva, o ex-padre que é deputado da CDU no parlamento regional da Madeira.

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