Durante a Guerra Civil do Burundi, onde morreram mais de 300 mil pessoas, Marguerite Barankitse arriscou a sua própria vida e conseguiu salvar 30 mil crianças. Foi agora reconhecida com um prémio.

A guerra começou em 1993 e durou cerca de 12 anos. Barankitse, que pertencia à tribo Tutsi, foi forçada a assistir à morte de 72 vizinhos da tribo Hutu, no início da guerra. Este trágico evento inspirou-a a iniciar uma missão na sua igreja católica, onde conseguiu refugio para 30 mil crianças de ambas as tribos.

YEREVAN, ARMENIA - APRIL 24:  Aurora Prize Co-Founder Ruben Vardanyan, Aurora Prize finalist and Founder Maison Shalom, Marguerite Barankitse and Aurora Prize  Selection Committee Co-Chair George Clooney on April 24, 2016 in Yerevan, Armenia.  (Photo by Andreas Rentz/Getty Images for 100 Lives)

George Clooney entrega o prémio a Marguerite Barankitse (Photo by Andreas Rentz/Getty Images for 100 Lives)

Barankitse recebeu o prémio Aurora por “Awakening Humanity” pelo seu contributo para o salvamento de milhares de crianças. O ator George Clooney entregou o prémio e destacou que “Marguerite serve de exemplo do impacto que uma pessoa pode ter quando confrontada com a injustiça”.

Os prémios Aurora visam reconhecer individualidades que preservaram a vida humana em prol da liberdade e dos direitos humanos. O prémio, de 1 milhão de dólares, vai ser dado a um instituição de caridade para ajudar as crianças da sua terra natal a terem melhores condições escolares.