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Óbito

Morreu o dramaturgo Augusto Sobral aos 83 anos

O dramaturgo Augusto Sobral morreu na quinta-feira, aos 83 anos, realizando-se o funeral esta sexta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo será cremado.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O dramaturgo Augusto Sobral morreu na quinta-feira, aos 83 anos, realizando-se esta sexta-feira o funeral para o cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo será cremado, disse à agência Lusa fonte próxima do autor. O corpo do dramaturgo sairá da Igreja de Santo Eugénio, no bairro da Encarnação, para o cemitério dos Olivais às 17h30, acrescentou a mesma fonte.

Augusto Sobral nasceu em Lisboa, a 14 de março de 1933, licenciou-se em arquitetura na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa, e foi ator no Teatro Universitário de Lisboa. Sobral integrou Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e foi fundador do Grupo de Teatro Proposta, em 1975.

Como autor, estreou-se em 1961, com as peças “O borrão”, pelo Grupo Cénico da Faculdade de Direito, e “Consultório”, no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Artur Ramos, seguida de “Os Degraus”, em 1963, um trabalho que não foi aprovado pela censura. Aquele autor assinou ainda, com José Carlos Ary dos Santos, “Os Macacões” e “O Caso da Mãozinha Misteriosa”.

Entre as peças que publicou contam-se “Quem Matou Alfredo Mann”, “Memórias de uma Mulher Fatal”, em 1981, “Abel Abel” (1984) e “Inexistência” (2002). “Terminada em 1979, ‘Memórias de Uma Mulher Fatal’ teve encenação, em Lisboa, em 1984, de Rogério Vieira, tendo recebido o Prémio da Crítica”, pode ler-se na descrição da Companhia de Teatro de Almada a propósito de uma encenação da Compagnie de l’Echarpe Blanche.

Rogério Vieira viria a regressar ao texto em 2012, na sala estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, num “monodrama” descrito como a combinação do “exercício do teatro com um humor acutilante, revelando em palco a irresistível performatividade do ‘eu'”. Augusto Sobral foi também tradutor das peças “As Três Irmãs” de Tchekhov, “Sonho de uma Noite de Verão” de Shakespeare e “A Escola de Mulheres” de Molière.

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