O senador democrata Al Franken, escreve a CNN, vai anunciou esta quinta-feira a sua demissão após as várias denuncias (seis ao todo) de assédio sexual que sobre ele recaíram nas últimas semanas.

Durante o seu discurso no Senado, esta tarde, em nenhum instante Al Franken — embora dizendo que “todas as mulheres devem ser ouvidas” — pediu desculpa a quem o acusa de assédio sexual. E explica que recorda as situações em causa de “forma diferente”. “Não cresci à espera de ser político. Cheguei à política relativamente tarde [Al Franken foi eleito para o Senado em 2008]. Aprendi imenso. Não foi sempre fácil nem sempre divertido. Esta é uma profissão dura. Dias houve em que me perguntei se valeu a pena. Mesmo hoje, no pior dia da minha vida política, sinto que valeu a pena”, afirmou o senador.

A primeira denúncia foi a da locutora Leeann Tweeden, no começo de novembro, acusando o senador democrata de, durante uma viagem pelo Médio Oriente em 2006, a ter apalpado e beijado sem o seu consentimento.

À época, Al Franken era comediante e os dois participaram num tour do United Service Organizations (USO), organização que promove atividades de entretenimento para as tropas norte-americanas.

De pronto, Al Franken, senador do estado do Minnesota, pediu desculpa a Leeann Tweeden.

E escrevia na sua conta de Twitter: “Respeito as mulheres e não respeito os homens que não as respeitam. O facto de as minhas ações darem a entender o oposto deixa-me envergonhado”.

Locutora acusa senador Al Franken de assédio durante visita de Natal ao Médio Oriente

Mais acusações surgiriam, contudo, nas semanas seguintes. À CNN, uma mulher que optou por manter o anonimato acusou Franken de, em 2010, lhe ter apalpado as nádegas enquanto os dois tiravam uma fotografia numa feira no Minnesota. Em seguida, o Huffington Post publicou a denúncia de outras duas mulheresque acusavam Al Franken de as ter “tocado inapropriadamente” em 2007 e 2008.

Seguiu-se uma quinta denúncia, outra vez divulgada pela CNN, de uma veterana do exército norte-americano: Stephanie Kemplin acusa Franken de a ter apalpado no peito durante um tour do USO ao Iraque. Por fim, e por enquanto, esta quarta-feira o Politico escreve que uma ex-assessora do Partido Democrata no Congresso acusa Al Franken de a ter forçado a beijá-lo há quase uma década.