Arabia Saudita

Arábia Saudita recusou vistos a jogadores israelitas para Mundial de xadrez

173

O Mundial de xadrez é uma novidade na Arábia Saudita, mas está envolto em polémica. Os vistos de jogadores israelitas foram recusados e às mulheres foram impostas regras de vestuário.

Antonio Cotrim/LUSA

A Arábia Saudita está a acolher o seu primeiro torneio internacional de xadrez, mas o evento ficou marcado pela polémica, devido à recusa de atribuição de vistos aos jogadores israelitas e à imposição de um código de vestuário feminino.

O Campeonato do Mundo de Rápidas e Semi-rápidas pretendia ser um sinal de mudança do reino por iniciativa do príncipe herdeiro Mohammed ben Salmane, só que a Arábia Saudita impediu a entrada de sete jogadores israelitas, num momento em que há um crescendo de tensão motivado pela decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, criticada por Riade.

O torneio, que começou na terça-feira e termina no sábado na capital saudita, distribui 1,7 milhões de euros em prémios, e a federação israelita de xadrez já anunciou que vai pedir compensações financeiras à Federação Internacional (FIDE) por ter ficado de fora.

A este propósito, os regulamentos da FIDE dizem que nenhum país pode impedir jogadores de participarem numa competição destas, seja qual for a sua nacionalidade.

Israel, com quem Riade não tem relações diplomáticas, não foi o único país a enfrentar dificuldades, uma vez que a Arábia Saudita, num primeiro momento, recusou atribuir vistos aos jogadores do Irão, seu grande rival no médio oriente, e aos do Qatar, com o qual mantém um diferendo diplomático desde junho.

A FIDE acabou por desbloquear a obtenção de vistos para os participantes do Irão e do Qatar, mas não para os de Israel.

A atribuição da organização à Arábia Saudita também motivou críticas devido às restrições impostas às mulheres sauditas, nomeadamente o facto de terem de se cobrir da cabeça aos pés e de não poderem apresentar-se em público sem a companhia de um homem.

Sobre isto, a FIDE anunciou que as jogadoras não teriam de utilizar trajes tradicionais, o que acontece pela primeira vez num evento desportivo na Arábia Saudita, mas deveriam apresenta-se de camisa branca totalmente abotoada, uma imposição que motivou o boicote da ucraniana Anna Muzychuk, campeã do mundo de 2016 nas categorias de rápidas e semi-rápidas.

“Vou perder dois títulos de campeã do mundo (…). Justamente porque decidi não ir à Arábia Saudita, não jogar de acordo com as regras de alguém (…), de não estar acompanhada quando sair”, escreveu Anna Muzychuk na sua conta no Facebook.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Operação Marquês

Porque é que só há uma Ana Gomes?

Rui Ramos

A sociedade portuguesa gera rotação no poder quando o dinheiro acaba, como vimos em 2002 ou em 2011. Mas já não gera alternativas, como constatámos em 2015 com o regresso dos colegas de Sócrates.

Corrupção

Traição à pátria

Paulo de Almeida Sande

Quando nos perguntamos por que razão Portugal se arrasta na cauda da Europa parte da resposta é o BES, os Vistos Gold, o Face Oculta, o BPN, a PT, a operação Marquês, a Moderna, o Freeport, etc., etc.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site