Tufão

Tufão Mangkhut atinge Filipinas com ventos até 205 km por hora

O tufão Mangkhut, o mais forte da temporada, atingiu o norte das Filipinas, gerando ventos de até 205 quilómetros por hora e chuvas fortes.

FRANCIS R. MALASIG/EPA

O tufão Mangkhut, o mais forte da temporada, tocou este sábado de madrugada (hora local) o norte das Filipinas, afetado por ventos de até 205 quilómetros por hora e chuvas fortes, anunciaram os serviços de meteorologia do país. O super-tufão — que deverá chegar a Macau nas próximas horas — atingiu a costa filipina pela 1h40 (18h40 desta sexta-feira em Lisboa), segundo o serviço de meteorologia PAGASA.

Pouco antes da chegada do Mangkhut, de categoria 5, a máxima, o Centro Nacional de Gestão de Desastres (NDRRMC) elevou o nível de alerta em todas as regiões do norte do país, onde o embate do tufão será mais violento. Mais de nove mil pessoas foram retiradas das suas casas, próximas da costa, e foram criados mais de 2.100 refúgios na metade norte da ilha de Luzón.

O porta-voz do NDRRMC, Edgar Posadas, anunciou esta sexta-feira em conferência de imprensa que o Mangkhut, o maior tufão que atingiu as Filipinas, afetará cerca de 5,2 milhões de filipinos que vivem num raio de 125 quilómetros da sua trajetória.

As autoridades filipinas advertiram de que o impacto do Mangkhut pode ser tão destruidor como o do Haiyan, um super-tufão que fez mais de sete mil de mortos e 16 milhões de vítimas de danos materiais em novembro de 2013.

O Governo filipino assegurou estar preparado e mobilizou 30 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros) para a resposta de emergência. O Presidente filipino, Rodrigo Duterte, reuniu-se esta sexta-feira novamente com o centro de comando do NDRRMC para rever a resposta conjunta de todas as agências governamentais e enviou membros do seu gabinete às províncias em alerta para coordenarem em primeira mão as operações de emergência.

A Cruz Vermelha Filipinas também enviou equipas de resposta rápida para a zona, onde conta com mais de 30 mil voluntários para fazer rapidamente um balanço de danos após a passagem do tufão e poder o quanto antes emitir um apelo de ajuda financeira à comunidade internacional. A organização humanitária estima o possível número de afetados pelo tufão em 10 milhões, se se tiver em conta a quantidade de pessoas que vivem da agricultura em Luzón e que sofrerão graves prejuízos nas suas colheitas.

As Filipinas são anualmente atingidas por entre 15 e 20 tufões durante a temporada das chuvas, que este ano começou a 8 de junho e costuma terminar entre novembro e dezembro.

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Laurinda Alves

Ler o que escreve Halík dá que pensar e ajuda a pôr muita coisa em perspetiva. Amanhã estará em Lisboa e vai, também ele, encher auditórios e anfiteatros. Vem para colocar o dedo em muitas feridas.  

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