Liberdade de Imprensa

Jamal Khashoggi. Vestígios de ácido encontrados no casa do cônsul saudita

Às suspeitas de desmembramento do corpo do jornalista Jamal Khashoggi, morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul, juntam-se agora de que possa ter sido dissolvido em ácido na casa do cônsul.

Um grupo de apoiantes manifestou em frente ao consulado saudita na Turquia no dia 25 de outubro

YASIN AKGUL/AFP/Getty Images

Foram encontrados vestígios de ácido fluorídrico e outros químicos na casa do cônsul saudita, Mohammed al-Otaibi, disse uma fonte do gabinete do procurador geral turco à cadeia de televisão Al Jazeera. O ácido pode, alegadamente, ter sido usado para dissolver o corpo do jornalista Jamal Khashoggi, morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul.

A Arábia Saudita começou por afirmar que, no dia 2 de outubro, Jamal Khashoggi tinha saído com vida do consulado, mas acabou por admitir que o jornalista foi morto no interior e que a morte tinha sido premeditada. Na semana passada, um jornal turco conotado com o regime do presidente turco Recep Tayip Erdogan — Sabah — alegou que o corpo do jornalista tinha sido desmembrado e transportado em cinco malas para a casa do cônsul.

A presença de ácido fluorídrico, um líquido altamente corrosivo, e de outros químicos reforça a possibilidade de o corpo ter sido desmembrado e transportado para a casa do cônsul para ser mais facilmente eliminado.

Diretora da CIA teve acesso à investigação sobre a morte do jornalista

Gina Haspel, diretora do serviço de informações norte-americano CIA, esteve na Turquia e, segundo a Al Jazeera, teve acesso a todas as provas recolhidas sobre a morte de Jamal Khashoggi, correspondente do jornal The Washington Post.

Essas provas mostram, alegadamente, que a morte do jornalista foi premeditada e executada por elementos próximos dos líderes sauditas.

Jamal Khashoggi entrou no consulado da Arábia Saudita na Turquia a 2 de outubro para pedir documentos que lhe permitiriam casar com a noiva turca. Nunca mais foi visto com vida.

Os alegados agressores terão tentado destruir o registo das câmaras de vigilância do consulado, noticiou a Al Jazeera.

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