Videojogos

“Bury Me, My Love”: o videojogo que simula as conversas entre uma refugiada e o marido

O videojogo, desenvolvido pelo estúdio francês The Pixel Hunts e baseado numa história real, desenrola-se a partir de uma conversa fictícia entre uma refugiada síria e o seu marido.

A escolha do nome provém de uma expressão árabe que é utilizada sempre que alguém se despede de um ente querido que, por diferentes circunstâncias, leva a que ambos sigam caminhos diferentes

STEAM

Bury Me, My Love” (em português “Enterra-me, meu amor”) tem por objetivo ajudar Nour, uma refugiada síria, a chegar à Alemanha, destino que escolheu para construir uma vida melhor. Desenvolvido pelo estúdio francês The Pixel Hunt, pela agência Figs e pelo canal de televisão ARTE, este videojogo baseia-se em histórias reais de refugiados e foi lançado em janeiro para a Nintendo Switch e para computadores. A versão para os sistemas operativos móveis iOS e Android estava disponível desde outubro de 2017.

Durante o jogo, entre as várias opções disponíveis, o jogador tem de escolher a resposta de Majd, marido da protagonista, àquilo que a mesma vai contando sobre o que acontece durante a viagem. De acordo com as respostas, que variam entre mensagens de texto, emoticons e desenhos, o caminho de Nour vai tomando diferentes rumos. O jogo parte da história real de Dana, que foi contada em 2015 num artigo publicado no jornal francês Le Monde. Foi a partir daí que foi contactada pelos criadores. Objetivo: tornar o jogo o mais realista possível.

A aventura de Nour começa a 20 de setembro de 2015, quando decide deixar a cidade síria Homs, onde mora com o marido Depois de perder a irmã mais nova, o último membro da família que lhe restava, Nour procura a sua sorte na Europa. No entanto, Majd não pode fugir com ela, uma vez que é o único que pode cuidar da mãe e do avô. Assim, os dois são obrigados a separarem-se mantendo o contacto através de uma aplicação de chat(para conversa)no smartphone.

Existem 19 finais possíveis para a história: Nour pode acabar por ir parar à Alemanha ou a países como a Turquia, França, Itália ou Áustria. Tudo depende das decisões tomadas pelo jogador, que apenas pode decidir as respostas de Majd. Assim, quem joga não consegue controlar tudo o que acontece pelo que o jogo está sempre sujeito a consequências imprevisíveis.

O criador, Florent Maurin, explica ao jornal espanhol El País que “o jogo está pensado para que qualquer pessoa acostumada a enviar mensagens ou a fazer chamadas com um telemóvel possa testá-lo” e que “as interações são muito simples, mas representam um desafio interessante”. Maurin chama a atenção para o facto de este não ser um videojogo indicado para crianças, tendo sido pensado para adolescentes e adultos, uma vez que contém “cenas bastante intensas, embora refletidas apenas em mensagens de texto.”

A versão lançada em janeiro para a Nintendo Switch e para computadores pretende que a experiência do jogo seja contínua, ao contrário da versão para iOs e Android, que acontece em tempo real, permitindo ao jogador interromper o jogo temporariamente para utilizar o telemóvel para outros fins. De acordo com o criador, essa diferença faz com que a primeira versão possa ser concluída entre uma ou duas horas, enquanto a segunda pode durar até uma semana.

Desde o seu lançamento em outubro de 2017, “Bury Me, My Love” ganhou o concurso de jogos independentes do Google Play a 13 de fevereiro de 2018, foi o vencedor do prémio Best Meaningful Play na 14ª edição do International Mobile Gaming Awards Global e também ganhou o prémio de Best Emotional Mobile & Handheld Game do Emotional Games Awards de 2018. Pode ser jogado em inglês, francês, espanhol, alemão e italiano.

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