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A polícia turca suspeita que o corpo de Jamal Khashoggi, tenha sido queimado num forno no jardim do consulado da Arábia Saudita, em Istambul, onde o jornalista saudita foi assassinado em outubro último. A notícia foi avançada pela agência turca de notícias Anadolu que teve acesso ao relatório das autoridades e citada pelo El Mundo.

Foi descoberto um forno subterrâneo com condições para chegar aos mil graus centígrados, temperatura suficiente para apagar qualquer vestígio de ADN. As investigações concluíram que o repórter do Al-Arab News Channel foi desmembrado no consulado e apontam para um grupo de agentes sauditas como os principais suspeitos. No entanto, o crime foi feito quase sem deixar rasto, visto que os restos mortais de Khashoggi ainda não foram encontrados.

Imagens de videovigilância mostram corpo de Khashoggi a ser retirado do consulado em sacos

Levar o corpo de Khashoggi para o exterior ou dissolvê-los em ácido também têm sido cenários possíveis, escreve o El Mundo. Mas a descoberta do forno põe a hipótese de o repórter saudita ter sido queimado. O relatório da polícia revela ainda que depois da morte de Kahshoggi, o grupo de suspeitos encomendou 32 doses de carne crua. Esta é uma refeição tradicional, preparada no mesmo tipo de forno chamado “tandir”. O relatório levanta a seguinte questão: “A carne assada no forno fazia parte do plano previamente concebido?”. A polícia ainda não conseguiu dar resposta à pergunta, mas sabe que as instalações onde ocorreu o crime foram limpas com produtos químicos para eliminar as provas. O documento também fala da namorada turca do jornalista e avalia se o plano dos criminosos passava por matar Hatice Cengiz de forma semelhante.

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