O caçador americano Bryan Kinsel Harlan pagou 110 mil dólares — cerca de 97 mil euros — para caçar uma espécie rara de cabra selvagem. A troco desta quantia, Harlan podia caçar todo o tipo de animais naquela região, mas o experiente caçador tinha apenas um objetivo: a cabra-selvagem-paquistanesa (markhor).

Num vídeo divulgado no Facebook, é possível ver o caçador a escalar as montanhas da região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão e a posicionar-se para disparar sobre o animal. No fim, Harlan posou satisfeito para as câmaras, junto da espécie rara que acabara de abater.

Foi um tiro fácil e à queima-roupa, estou contente por poder levar este troféu”, disse, satisfeito, aos meios de comunicação social locais.

Bryan Kinsel Harlan é o terceiro americano a pagar pelo menos 100 mil dólares para poder caçar livremente na vila de Sassi, em Gilgit. De acordo com a CNN, a quantia paga por este caçador é a mais alta de sempre. Além desta cabra-selvagem-paquintanesa, Harlan pode caçar outras espécies raras na região.

A notícia indignou a população paquistanesa da região. Exigem uma maior proteção para estes animais raros e pedem que haja uma maior regulamentação sobre esta atividade. No entanto, o gabinete ambiental da região de Gilgit-Baltistão assegura que o dinheiro que Harlan pagou é um incentivo para manter os esforços de preservação desta e de outras espécies raras.

A contestação ultrapassou rapidamente as fronteiras do Paquistão e nos Estados Unidos são vários os opositores desta atitude de Harlan. A PETA, associação que defende a causa animal, manifestou-se contra o caçador americano. “As cabras são seres gentis, não são troféus”, escreveu a associação na sua conta oficial de Twitter.