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Ministério da Saúde

Ministra vai ser ouvida no parlamento sobre fecho rotativo das urgências nas maternidades

A audição de Marta Temido foi aprovada esta quarta-feira por unanimidade pela comissão parlamentar de Saúde. Bastonário da Ordem dos Médicos também vai ser ouvido.

Deputados consideram que a situação vivida nas maternidades devido à falta de especialistas necessita de esclarecimentos

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, vai ao parlamento dar explicações sobre o eventual encerramento rotativo dos serviços de urgência externa de quatro maternidades de Lisboa durante o verão.

A audição de Marta Temido, pedida pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, foi aprovada esta quarta-feira por unanimidade pela comissão parlamentar de Saúde.

A Comissão de Saúde aprovou também por unanimidade os pedidos de audição requeridos pelo PCP, BE e PSD para ouvir o presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Pisco, sobre o mesmo assunto.

Foi ainda aprovada a audição do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, requerida pelo PSD, e dos diretores de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa e dos hospitais de Santa Maria, S. Francisco Xavier e Amadora-Sintra do Hospital Fernando da Fonseca, a pedido do Bloco de Esquerda.

Para os deputados, a situação vivida nas maternidades devido à falta de especialistas necessita de esclarecimentos por parte da ministra e das outras entidades.

Para Carla Cruz, do PCP, as informações que foram tornadas públicas após a reunião da ARSLV “adensa mais as razões” para que esta entidade explique na Comissão de saúde “o modo” como vai funcionar o sistema de rotatividade, que “não serve quem necessita destes serviços” e pode enfraquecer a resposta pública.

Sublinhando que a carência de especialistas “já acontece há muito tempo” nas diferentes maternidades, a deputada disse que o PCP pretende saber o que foi feito durante os últimos seis meses para contratar mais profissionais.

O deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira disse, por seu turno, que é preciso perceber se os hospitais já tinham alertado o Governo e a ARSLVT para esta situação.

“Há que perceber o que foi feito para evitar o fecho rotativo das urgências” e há quanto tempo estas instituições alertaram para esta situação, o que foi feito para a evitar e que outras soluções estão a ser trabalhadas.

Para Moisés Ferreira, o fecho rotativo “não pode ser a solução”, defendendo que é preciso responder ao problema estruturalmente com a contratação dos ginecologistas e obstetras em falta.

Para o deputado do PSD Ricardo Baptista Leite, o que se se está a assistir na área saúde materno-infantil é de “uma enorme preocupação” e que revela “um desnorte” do Governo”

“É uma situação grave da degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que exige um “esclarecimento cabal” à Assembleia da República e à população, defendeu o deputado social-democrata.

Para a deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto, “o SNS é um castelo de cartas que se está a desmoronar” com prejuízo para os cidadãos, afirmando que é mentira o que Governo diz de que o SNS está melhor e que tem mais profissionais. “Não corresponde à realidade”.

“Há mais de seis meses que estes problemas nos foram sinalizados e a equipa governativa deixa o barco passar, não toma soluções” e os “resultados estão à vista”, lamentou Isabel Galriça Neto.

O deputado do PS João Marques também considerou importante perceber o que passa e o que originou o problema nas maternidades.

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