O Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol reduziu esta quarta-feira em sete décimas, para 17,8%, a queda homóloga do PIB do país no segundo trimestre do ano, que tinha sido antecipado a 31 de julho passado.

Esta queda histórica na criação de riqueza foi uma consequência do confinamento decretado entre março e junho último para travar a pandemia de Covid-19.

A redução de 17,8% no PIB (Produto Interno Bruto) em abril, maio e junho, depois da contração de 5,2% verificada nos primeiros três meses do ano, foi o resultado do caída acentuada do consumo das famílias (20,4%), do investimento empresarial em bens de capital (28,6%) e das exportações (33,4%), enquanto as despesas das administrações públicas aumentaram 0,3%.

O emprego medido em horas de trabalho diminuiu 21,7%, um declínio que excedeu a destruição de empregos equivalentes a tempo inteiro, que diminuiu 17,7%.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 965.760 mortos e mais de 31,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP). Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.825 mortos, mais de 403 mil casos), seguindo-se Itália (35.738 mortos, mais de 300 mil casos), França (31.338 mortos, mais de 458 mil casos) e Espanha (30.904 mortos, mais de 682 mil casos). A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.