O Facebook decidiu remover vários vídeos publicados por um grupo negacionista da Covid-19, por representarem um “risco iminente à integridade física”, avançou na quinta-feira o jornal The Guardian.

Na quinta-feira, as atenções viraram-se para este grupo — que reúne mais de 60 mil seguidores no Facebook —, após ter surgido online uma entrevista com data de novembro, na qual um deputado conservador alegava que os números divulgados pelas autoridades de saúde britânicas (NHS) tinham sido manipulados para exagerar a dimensão da pandemia.

Segundo o jornal britânico, o grupo em questão, o Save Our Rights UK, foi encorajado pelo deputado Desmond Swayne a continuar com os protestos anti confinamento.

O tweet que é caso de estudo. Como uma frase anónima deu gás aos negacionistas

O Facebook acabou por tomar medidas contra o Save Our Rights UK, após também terem sido identificados vídeos na página do grupo que promoviam afirmações de Piers Corbyn, um conspiracionista que acredita que as vacinas são “apenas uma forma de ganhar dinheiro” e que a Covid-19 é uma farsa ligada ao movimento de teorias da conspiração QAnon.

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Em declarações ao The Guardian, um porta voz da rede social explicou que os vídeos “violavam as políticas de desinformação Covid-19” e representavam um “risco iminente à integridade física”, por incluírem informação falsa sobre vacinas que foram aprovadas.

De acordo com o mesmo porta-voz, o Facebook eliminou em toda a plataforma cerca de 12 milhões de publicações com conteúdo semelhante entre março e outubro do ano passado.