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Chefs On Fire: dois dias de festival à volta da fogueira com música e comida de fogo. Este ano há pop ups com novos talentos da cozinha

A vida são dois dias e o Chefs On Fire também. A edição de 2021 acontece em setembro com o dobro dos chefs e dos convidados musicais, mas o fogo continua a ser a estrela que aquece a iniciativa.

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Luis Niza

Luis Niza

“Os meninos à volta da fogueira” — podia começar assim a história do Chefs On Fire, o evento que reúne cozinheiros à volta de um fire pit para cozinhar apenas com recurso ao fogo, tudo ao som de convidados musicais para animar a noite. Ou melhor, as noites. Depois de adiado em 2020, a 3.ª edição do Chefs On Fire decorre ao longo de um fim de semana, 18 e 19 de setembro na Fiartil, no Estoril, com nomes como Marlene Vieira, Alexandre Silva ou António Galapito do lado dos chefs, e Dino d’Santiago, Samuel Úria ou Clã do lado musical. Há ainda uma novidade acrescida: um pré-festival na semana anterior a funcionar como um pop up com chefs jovens talentos.

Depois de um ano em que foram obrigados a adiar, apesar da pouca vontade do mentor do evento, Gonçalo Castel-Branco, em tomar essa decisão, 2021 não podia ser mais um ano sem Chefs On Fire. “O não fazer não é só uma decisão leve de não fazer. Implica que uma data de pessoas que depende de nós também não possa fazer e que fica na mão”, aponta. “Temos responsabilidade de dar um sinal, de mostrar que há futuro, e que os chefs portugueses merecem a promoção, e que as bandas portuguesas merecem o palco que lhes damos. É preciso dar este sinal de confiança ao mercado e às pessoas”.

Chefs on Fire: e se sete cozinheiros brincassem com o fogo?

Todos os anos, o mentor do evento também responsável por projetos como o The Presidential, diz que há um mote para a respetiva edição — “there is a light that never goes out” , título de uma canção dos The Smiths, foi a escolha para o 3.º Chefs On Fire. “Dê por onde der há uma luz nestas pessoas que não se apaga, as pessoas não desistem, esta coisa de estarmos juntos e trabalharmos em coisas que nos apaixonam é uma algo que a Covid não consegue matar”.

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Gonçalo fala numa “mossa espiritual” causada pelo adiamento do evento, muito pela “falta que faz às pessoas irem a eventos”. O Chefs On Fire, diz, já dantes era um “evento Covid-friendly”, muito pela sua dimensão mais pequena e controlada num recinto com capacidade elevada. Nesta edição, que recebe 14 chefs e dez bandas e artistas, a lotação máxima por dia será de 1500 pessoas.

“Os chefs e as bandas são heróis para mim”

O Chefs On Fire este ano só terá nomes portugueses, tanto à volta da fogueira como no palco a dar música, uma decisão “moral” que, para Gonçalo, “não fazia sentido fazer de outra forma”. “Os chefs e as bandas são o canário na mina. São os últimos a abrir e os primeiros a fechar quando foi preciso”, afirma. Este ano abdicaram dos chefs internacionais que já tinham no calendário, para terem uma programação toda nacional, tanto no que diz respeito aos cozinheiros como às bandas.

Além disso, Gonçalo refere que houve também uma tentativa de ter mais mulheres chefs no evento e nos pop ups, uma vez que há “poucas oportunidades” para que estas ganhem “o destaque que deviam ter”.

Cada chef vai preparar um prato à escolha e um vegetariano ou vegan ©Luis Niza

Luis Niza

O primeiro dia de festival, 18, o menu está nas mãos dos chefs Diogo Noronha (Foodriders), Gil Fernandes (Fortaleza do Guincho), Hugo Candeias (Artgate e Ofício), Marlene Vieira (Zumzum), Miguel Laffan e Rodrigo Castelo (Taberna ao Balcão). Já ao palco sobem Dino d’Santiago, Legendary Tiger Man, Benjamim, Noiserv e Miramar.

No dia 19 de setembro, é a vez de Alexandre Silva (Loco e Fogo), António Galapito (Prado), Carlos Afonso (Frade), Luís Gaspar (Sala de Corte), Michele Marques (Gadanha) e Vítor Adão (Plano), acompanhados pelos Clã, Manel Cruz, Samuel Úria, Rita Redshoes e Cais Sodré Funk Connection.

Este ano cada chef pode criar um prato livre à sua escolha, mas terá de criar também um outro prato vegetariano ou vegan, para “aumentar a oferta e chegar a todos os regimes alimentares”, justifica. “Também está tudo pensado para que o serviço seja rápido e para que os tempos de espera sejam o mais curtos possíveis para toda a gente poder aproveitar”, diz.

Também em cada um dos dias haverá um chef de sobremesas: no primeiro será o Telmo Moutinho (Padaria da Esquina), e no segundo dia é a vez de Diogo Lopes (Cura do Hotel Ritz).

Não é uma novidade isto de cozinhar com o fogo, isso é certo, e o Chefs On Fire teve também um papel central no que toca a dar destaque a esta necessidade de “regressar às origens”. “Demos um salto grande no que diz respeito, nos últimos anos, a este tema da comida cozinhada com fogo como era feita originalmente, como é sustentável e como é mais saborosa. Aconteceu fruto de uma corrente natural que surgiu muito alimentada por novos chefs a fazerem um bom trabalho com fogo”, explica, dizendo que aqui não se trata de fogo no sentido de “um frango assado”, mas sim de um trabalho sólido e profissional.

Alguma da comida servida na edição de 2019, feita toda no fogo @Maria Midões

DIOGRAFIC

É uma corrente que acaba por responder à questão da sustentabilidade e àquilo que é comida saudável, local e bem cozinhada, uma discussão que a pandemia veio acelerar. “É preciso deixar o produto falar, e estas correntes gastronómicas têm vindo a crescer sobretudo pelo trabalho dos novos chefs, e só trazem benefícios tanto para o nosso corpo como para a conversa sobre sustentabilidade na cozinha e no que comemos”, afirma.

O aquecimento pré-festival é feito à mesa e com fogo

Neste ano de reinvenções, Gonçalo admite que foi tempo de ir mais longe, até “a estrutura do Chefs on Fire já está montada” e há que fazer uso dela. Há muito que, o mentor do evento, quer dar palco a novos talentos de chefs, mas “o Chefs on Fire é um palco implacável” e que deixa muito pouca margem para erro. “Convidarmos um chef que não está pronto para vir ao Chefs ao Fire é um convite para a desgraça, porque estás a fazer 1500 doses com fogo, sem cozinha, e um chef tem de estar muito bem preparado para estar ali”, explica. “Mas há muitos outros chefs que merecem destaque e que nós gostávamos de promover, mas o cartaz do evento não dá para tudo”. Até dar.

Este ano, criou-se uma espécie de festival preparatório para o grande evento do fim de semana, que decorre assim nos dias anteriores — é o Pop Up Chefs on Fire. Este spin of do festival tem na sua base também a cozinha com o fogo, e arranca logo no dia 9 de setembro no recinto do festival, na FIARTIL. “Queríamos encontrar um ecossistema para mostrar novos talentos tanto a nível de chefs como de música”, conta Gonçalo. “Pensámos na tendência que se criou com a pandemia dos restaurantes ao ar livre e fomos e para nós foi uma evolução natural aproveitarmos a estrutura que já tínhamos para organizar o evento”.

No fundo, a ideia foi criar mini Chefs on Fire durante a semana que antecede o festival onde cada noite terá dois chefs jovens talentos e uma banda, também novo talento nacional, para servirem uma refeição musicada. “A nós permite-nos afinar tudo e testar chefs e talentos novos e que, se calhar, podem mudar para o cartaz principal do Chefs on Fire em anos seguintes”, confessa.

Gonçalo não descarta para já a possibilidade de fazer destes pop ups uma iniciativa itinerante no próximo ano, passando por vários pontos do país. O cartaz para setembro será anunciado em breve, com os respetivos chefs de cada dia e a banda correspondente. O acesso é feito também com reservas tendo o evento capacidade máxima para 300 pessoas — o jantar custa 50 euros e inclui a refeição da noite.

Chefs on Fire - O Documentário from Chefs on Fire on Vimeo.

O fundador do projeto fala ainda que o desejo de fazer “um grande festival” implica que o façam numa dimensão menos, acabando por limitar de certa forma o exercício de promover “boas histórias, bons talentos e boas pessoas”, pelo que o evento acaba por culminar num documentário gastronómico de cada edição, assinado por Bruno Ferreira.

O evento terá também um lado solidário à semelhança das edições anteriores, preservando assim a parceria com o Corpo de Bombeiros Voluntários do Estoril. Este ano o apoio social reverte diretamente para o novo movimento criado pela própria associação — “Cozinha Solidária”, que distribui refeições diárias àqueles que carecem de mais apoio. Por cada bilhete vendido, 5 euros revertem para alimentar e apoiar este projeto.

Chefs on Fire
FIARTIL, Estoril

18 e 19 de setembro de 2021
Bilhetes a 75 euros (adulto), 25 euros (crianças) e 130 euros (passe)/ 95 euros (diário) e 160 euros (passe) a partir de 15 de agosto. Pop ups 50 euros

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