O candidato do PS à presidência da Câmara de Braga afirmou esta sexta-feira que pretende implementar quatro “políticas públicas” para “arrefecer” o mercado da habitação, entre as quais uma via verde para facilitar a mudança de uso de lojas ou escritórios.

Em declarações à Lusa no âmbito da campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro, Hugo Pires acrescentou que se propõe ainda devolver a capacidade construtiva que “foi retirada a muitas pessoas”, sobretudo nas freguesias.

Estas são duas das quatro “políticas públicas” propostas pelo candidato socialista para “arrefecer” o mercado da habitação em Braga, que diz estar atualmente a praticar “preços proibitivos”.

“O problema da habitação hoje não é só das classes mais desfavorecidas, é também um problema gravíssimo da classe média”, referiu.

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Para resolver o problema, aponta, desde logo, a criação de uma via verde para facilitar a mudança de uso de lojas ou escritórios para fins habitacionais.

“Vamos criar uma via verde, vamos de forma muito célere autorizar essa mudança de uso”, afirmou, acusando a câmara de ser “o maior obstáculo” àquela mudança.

Devolver a capacidade construtiva que “a atual maioria retirou a muitas pessoas”, sobretudo das freguesias, é outra das apostas da candidatura socialista.

Hugo Pires esgrime ainda um programa de renda garantida para os senhorios que estejam disponíveis para baixar 20% do valor da renda.

“O município e o Estado central isentarão esses contratos de IRS, IRC e IMI”, explicou.

A quarta medida é fomentar o movimento cooperativo habitacional.

Segundo explicou, são cooperativas de habitação para a classe média, que a câmara isentará de taxas, além de apoiar os projetos de arquitetura e especialidade.

“Julgo que a conjugação destas quatro políticas públicas vai fazer com que o mercado da habitação em Braga arrefeça e as pessoas possam aceder a uma casa a preços acessíveis”, acrescentou.

Para Hugo Pires, “não é compreensível” que, em 2021, o atual executivo, presidido pelo social-democrata Ricardo Rio, “não tenha revisto” a carta do Plano Diretor Municipal (PDM) nem antecipado o crescimento demográfico do concelho.

“O problema da habitação resulta da falta de planeamento e de capacidade para perspetivar o futuro por parte da atual maioria. O saldo construtivo que temos ainda hoje é o mesmo de há 20 anos, mas, entretanto, Braga cresceu”, criticou.

Nas eleições de 26 de setembro, os cabeças de lista à câmara de Braga são Ricardo Rio (coligação PSD/CDS/PPM/Aliança), Hugo Pires (PS), Bárbara Barros (CDU), Alexandra Vieira (Bloco de Esquerda), Teresa Mota (Livre), Olga Baptista (Iniciativa Liberal), Rafael Pinto (PAN) e Eugénia Santos (Chega).