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Tiago Barbosa Ribeiro apresenta programa, afasta sombras e distancia-se da ideia de "Rei Sol"

Um Porto forte, a par de um país recuperado pelas mãos do PS. A equação é simples para Tiago Barbosa Ribeiro que rejeita "derrotas antecipadas" e começa a apresentar trunfos na campanha.

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Rui Oliveira/Observador

Rui Oliveira/Observador

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130 medidas em seis eixos: eis o programa de Tiago Barbosa Ribeiro à autarquia do Porto. A precisamente 10 dias da ida às urnas, o candidato socialista esperou estrategicamente antes de apresentar o programa com que se deverá reger em caso de eleição. Há uns dias, ao Observador, tinha rejeitado a ideia de falta de transparência por não ter tornado ainda o programa público e escudava-se no contacto feito com a população. Agora, conhecido que está fez-se acompanhar na apresentação de recados para Rui Moreira e juras de amor do e pelo Partido Socialista, frente a uma plateia bem composta.

O local da apresentação também não terá sido escolhido ao acaso, o responsável pela concretização da obra da biblioteca municipal Almeida Garrett, Fernando Gomes, haveria de ser um dos nomes mais evocados ao longo da noite, a par com o de António Costa.

O primeiro a subir ao palco foi mesmo o secretário-geral adjunto do PS José Luís Carneiro — um dos nomes que chegou a ser apontado para a disputa autárquica na cidade — numa presença simbólica e com o objetivo claro de demonstrar “sintonia” entre Tiago Barbosa Ribeiro e todo o Partido Socialista. Isto depois da escolha do candidato ter estado longe de ser pacífica no PS.

Tiago Barbosa Ribeiro e José Luís Carneiro

Rui Oliveira/Observador

Com a escada já lançada por José Luís Carneiro, Barbosa Ribeiro insistiu que se sente “profundamente apoiado pelo PS” e pela “confiança total” que tem na candidatura. A ideia, fica claro, é afastar sombras de um início menos seguro e as presenças já anunciadas de socialistas destacados para os próximos dias dão uma ajuda. Para que não haja dúvidas, no dia em que apresenta o programa, Tiago Barbosa Ribeiro lembra aos mais distraídos que Costa encerrará o périplo pelos vários distritos ao seu lado, precisamente no Porto.

Mas até lá ainda há uma semana, com uma cadência crescente de ações e o discurso a endurecer. Com o soundbite da “bazuca de anúncios” na ponta da língua, o candidato socialista atira novamente a Rui Moreira deixando claro que não tem “nenhuma tentação em ser rei”: “Muito menos Rei Sol”.

Chama elogios àquilo que os opositores na corrida apontam como fragilidades: a juventude ou o Partido Socialista.

“Não me preocupa a idade de quem protagoniza boas ideias. Preocupa-me mais quem está a apresentar velhas ideias como sendo novas e não acrescentam nada novo. Ser o candidato do PS não é uma crítica é um grande elogio”, disse Barbosa Ribeiro arrancando algumas palmas à plateia.

E depois da ode de  José Luís Carneiro a António Costa, Barbosa Ribeiro abriu o livro de elogios a Fernando Gomes. Um socialista que, destacou, “rasgou mundos à cidade do Porto” concretizando também obras fundamentais na cidade como o metro ou a eliminação de três mil barracas. Até Jorge Sampaio foi usado para rebater qualquer aspiração de atingir o candidato criticando o Partido Socialista.

“Uma crítica como ser apoiado pelo CDS e Iniciativa Liberal? Não quero. Ter nas suas listas alguém que é candidato pela extrema-direita do Chega?”, ironizou atacando Rui Moreira e tocando também em António Fonseca.

Barbosa Ribeiro rejeita a ideia de “derrotas antecipadas na política”

(Rui Oliveira/Observador)

Mas voltando ao assunto do momento, Tiago Barbosa Ribeiro afirma que além do Plano de Recuperação e Resiliência é preciso um “Plano de Recuperação Local em colaboração com as estruturas representativas dos mais diferentes setores”. O candidato socialista aproveitou o exemplo de um programa europeu para apoiar a 100% projetos no âmbito da neutralidade carbónica a que o Porto não concorreu.

“O Porto podia candidatar-se, mas não fez o trabalho de casa e não tem nenhum projeto para se candidatar. Devíamos estar a ir buscar tudo o que pudéssemos ao abrigo dos fundos de transição, porque esta é a batalha mais importante”, apontou o candidato socialista.

Já na área da família e educação, Tiago Barbosa Ribeiro garante que irá criar uma “rede municipal de creches” para que “nenhuma criança do Porto deixe de ter lugar numa creche”.

Uma coisa é certa, Barbosa Ribeiro não acredita em “derrotas antecipadas na política” e está disposto a tentar provar que nem sempre o mais esperado se torna realidade.

“Ainda bem que é uma candidatura em sintonia com o Governo porque o Governo está bem com os portugueses e queremos estar bem com os habitantes desta cidade”, disse José Luís Carneiro

Rui Oliveira/Observador

O abraço caloroso a José Luís Carneiro e o recado de António Costa

O secretário-geral Adjunto do PS usou dos primeiros segundos para passar a “mensagem” de António Costa, que estava esta noite a centenas de quilómetros de distância: sempre a apoiar Tiago Barbosa Ribeiro.

José Luís Carneiro — que chegou a ser promovido por momentos a secretário-geral, através de um lapso de apresentação que valeu uma gargalhada à plateia — subiu ao púlpito para fazer uma ode à governação do PS em tempos de pandemia e reforçar a ideia de que o Partido Socialista apoia totalmente a candidatura de Barbosa Ribeiro.

Como vem sendo habitual, o Plano de Recuperação e Resiliência marcou presença no discurso do socialista, com José Luís Carneiro a acoplar-lhe também o quadro financeiro plurianual que Costa “conseguiu garantir” sem esquecer a Cimeira Social da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que teve como palco em maio a cidade do Porto.

Para afastar as sombras que ainda possam pairar sobre a candidatura de Barbosa Ribeiro à autarquia, José Luís Carneiro responde às críticas de “sintonia com o Governo” transformando-as em “elogio”, deixando a escada aberta para que Barbosa Ribeiro em seguida a tivesse escalado.

“Ainda bem que é uma candidatura em sintonia com o Governo porque o Governo está bem com os portugueses e queremos estar bem com os habitantes desta cidade”, afirmou José Luís Carneiro acrescentando que essa é uma forma de ilustrar “que a candidatura do PS e o candidato são, de facto, a alternativa política a uma polícia orientada pelo laissez faire, laissez passer”.

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