567kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

O dia em que Barbosa Ribeiro recebeu elogios e escapou a ovos

Este artigo tem mais de 1 ano

Candidato socialista ao Porto reuniu comitiva de bandeiras em riste, contou com Duarte Cordeiro, foi acarinhado na Ribeira e escapou a ovos num bairro social.

i

Igor Martins / OBSERVADOR

Igor Martins / OBSERVADOR

Uma tarde de sábado, algumas dezenas de militantes, outras tantas bandeiras — que foram diminuindo à medida que as horas foram passando, com as sucessivas ofertas –, os abraços possíveis dentro da contenção ainda necessária, muitos lamentos e vários números de telefone e e-mails registados no telemóvel pessoal. Afinal, além de “ir onde ninguém vai”, Barbosa Ribeiro também quer mostrar que se preocupa.

Não é incomum ver Barbosa Ribeiro de telefone na mão, mas esta tarde fez questão de registar os vários números de telefone ou contactos de e-mail de quem tem “questões pendentes” por resolver com a autarquia. Da falta de habitação a problemas com obras nos terrenos dos vizinhos, Tiago Barbosa Ribeiro escutou e abraçou vários portuenses ao longo da tarde para lhes dizer que as coisas só mudam “com a cruz no último quadrado”.

Igor Martins / OBSERVADOR

Com críticas constantes à “vergonha” que é expulsar as pessoas do centro histórico da cidade, à falta de cuidado para com os bairros sociais, à falta de apoio às coletividades, o candidato socialista fez-se acompanhar de Duarte Cordeiro este sábado, que foi encontrando alguns paralelismos em matérias que chegou a tutelar na autarquia de Lisboa.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Até dois recém-chegados, mas já recenseados, cidadãos ingleses conseguiu agradar. “Isn’t he’s lovely?”, comentavam depois de lhe ter garantido que o recenseamento já estava completo e que já conheciam o Partido Socialista e as propostas que o candidato apresenta para a cidade. Terá sido uma adaptação rápida já que o programa eleitoral do candidato foi apresentado apenas esta semana, em plena campanha eleitoral.

Alguns passos mais à frente Barbosa Ribeiro brindou no Grupo Desportivo Infante D. Henrique, uma filial do Estoril Praia, voltou à carga com críticas à massificação do turismo que atirou para fora do centro histórico grande parte da população e viu ainda um dos antigos moradores de Miragaia emocionar-se partilhando que desejava “morrer onde nasceu”, mas de onde teve que sair depois de o prédio onde vivia ter sido vendido.

Caravana socialista percorreu durante a tarde a zona da Ribeira e Miragaia

Igor Martins / OBSERVADOR

Aos que foi encontrando, sentados à sombra, deu como garantia que um executivo seu irá “exercer direito de preferência sobre todo o centro histórico” e criar uma “zona de contenção do alojamento local”. Com o horário apertado e a agenda já atrasada, seguiu até ao bairro do Lagarteiro onde ouviu a dona Conceição lamentar o abandono a que o bairro foi deixado.

“Trabalho nas zonas ricas da cidade e vivo na zona pobre. Se perder o autocarro tenho que esperar mais uma hora, ninguém quer saber de nós. Somos o estrume da cidade do Porto”, para Barbosa Ribeiro sobraram, mais uma vez as críticas: “Acho que [Rui Moreira] se perdia se tivesse que vir para aqui”.

O momento mais duro do dia havia de estar guardado já para o final da tarde, na zona de Francos, em Ramalde, onde não são bem-vindos desconhecidos. Sinal disso mesmo foram os ovos arremessados na direção da comitiva, numa tentativa de a dispersar. Com Manuel Pizarro a juntar-se durante algum tempo à comitiva Barbosa Ribeiro foi ouvindo os lamentos de quem passou a sofrer com o tráfico de droga no bairro e vive “com medo de sair sequer de casa”.

“É importante que as populações dos bairros não sejam esquecidas e que não se transformem em guetos, onde o tráfico de droga prospere”, vincou Barbosa Ribeiro acrescentando, claro culpas ao executivo de Rui Moreira na condução da demolição do Aleixo: “O aumento de problemas relacionados com o tráfico de droga na cidade devem-se especialmente, embora não exclusivamente, à forma como foi feita, em primeiro lugar, a demolição e depois o realojamento de algumas pessoas do Aleixo”.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Este artigo só pode ser lido por um utilizador registado com o mesmo endereço de email que recebeu esta oferta.
Para conseguir ler o artigo inicie sessão com o endereço de email correto.