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Natalia Kachmar

Natalia Kachmar

Javier Urra. "Já temos uma geração de pais que não é adulta. Dificilmente vão educar os filhos para que o sejam" /premium

Pais envelhecidos (mas nem por isso maduros) que têm poucos filhos e que os tratam como "tesouros". Eis os principais problemas da paternidade atual diagnosticados pelo autor de "O Pequeno Ditador".

Já passaram 13 anos desde a publicação do livro que o catapultou para o sucesso — só em Portugal, “O Pequeno Ditador” vendeu  33 mil exemplares e já vai na 17.ª edição — e o psicólogo e pedagogo espanhol Javier Urra, defensor incondicional da imposição de normas e regras rígidas na educação, é hoje, além de pai, avô.

O que não significa que tenha amolecido, nem com os netos, nem com a idade. Afinal, podem até já ser 62 anos, mas 32 deles foram passados ao serviço do Estado espanhol, como psicólogo forense do Tribunal Superior de Justiça e do Tribunal de Menores de Madrid: “Trabalhei muito com violadores, pedófilos e assassinos e dei-me conta do que custa educar e por isso escrevi todos os livros que escrevi”.

Na semana em que edita mais um, Javier Urra, um dos mais considerados pedagogos europeus (que foi também o primeiro Provedor de Menores em Espanha, o primeiro presidente da Rede Europeia de Provedores de Menores e hoje é diretor clínico de um centro para famílias em conflito, nos arredores de Madrid), falou com o Observador sobre “Deixe-o Crescer ou o seu filho será um bonsai em vez de uma árvore forte” e os principais problemas da parentalidade atual.

"Há pais que dizem que só querem que os filhos sejam felizes. Bom, os filhos serão felizes a espaços. Porque a vida é ser feliz a espaços. Noutras alturas até serão bastante infelizes; porque estão doentes, porque os pais se separaram, porque o avô morreu, porque acontece um acidente, ou porque os pais ficaram desempregados. É importante não pedir mais à vida do que aquilo que ela pode dar, as crianças têm de perceber que no final morrem e se não morrerem elas morrem as pessoas de quem gostam."
Javier Urra

Se há 13 anos (e outra vez há três, com “O Pequeno Ditador Cresceu”) chamava a atenção para os perigos da permissividade e para o crescimento de uma geração de crianças autocentradas e incapazes de suportar a frustração e que, no limite, se tornavam agressoras dos próprios pais, agora Javier Urra alerta para outro grande risco. Que nem por isso terá substituído os anteriores, apenas se lhe sobrepõe: o da superproteção parental que, em vez de jovens resilientes e preparados para lidar com o mundo real, dá origem a “crianças bonsai”, que crescem para serem levadas pelos pais à inscrição na universidade ou, pior, a entrevistas de emprego.

Com o estilo cru e duro que lhe é característico, falou sobre pais envelhecidos mas imaturos que educam os filhos para aquilo a que chama “um mundo irreal de algodão”; pais que, na ânsia de protegerem o maior tesouro que alguma vez tiveram, falham na elementar tarefa de prepararem os filhos para a vida tal como ela é; pais que tratam de tudo, asseguram tudo e levam os filhos a todo o lado. Pais que, por muito mal que façam, admite também, nunca serão tão maus como os outros, que não gostam dos filhos ou são de tal forma desequilibrados que não deveriam sequer sê-lo. “Como vivemos em Estados de Direito não podemos fazer laqueações de trompas por isso, mas a verdade é que para conduzir um carro ou pilotar um avião é preciso tirar a carta ou fazer um curso, é preciso demonstrar sanidade e equilíbrio, estar em boas condições físicas… Ser pai não é menos difícil do que isso”, explica.

No final, não deixou uma receita de sucesso para bem educar, mas aconselhou a leitura de “Deixe-o Crescer”, em que dá uma série de pistas para o caminho. A primeira? Começar por baixar as expetativas: “Há pais que dizem que só querem que os filhos sejam felizes. Bom, os filhos serão felizes a espaços. Porque a vida é ser feliz a espaços. Noutras alturas até serão bastante infelizes; porque estão doentes, porque os pais se separaram, porque o avô morreu, porque acontece um acidente, ou porque os pais ficaram desempregados. É importante não pedir mais à vida do que aquilo que ela pode dar, as crianças têm de perceber que no final morrem e se não morrerem elas morrem as pessoas de quem gostam”.

"Deixe-o Crescer ou o seu filho será um bonsai em vez de uma árvore forte" é editado em Portugal pela Esfera dos Livros

No seu último livro diz que “dificilmente se é bom pai quando se dá prioridade aos amigos, às viagens, ao trabalho” mas também critica os pais que fazem dos filhos o centro do mundo e da família. Como é que isto se faz?
Há que encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal, profissional, a vida com os amigos, os tempos livres e a dedicação aos filhos. Os pais não são os únicos a educar os filhos: a escola, os meios de comunicação e as redes sociais também participam no processo. Os pais têm de estar atentos aos filhos, mas o que digo no livro é que uma coisa é prevenir e proteger e outra bem diferente é superproteger. Claro que se uma criança está doente é preciso levá-la ao médico, se tem dislexia tem de ir ao psicólogo — isso é proteger. Proteger é dizer que a um filho que há riscos na Internet, que às vezes pode pensar que está a falar com uma criança e em vez disso do outro lado está um adulto; proteger é tomar cuidados para que um adolescente não se junte a uma seita; que não visite páginas que fazem a apologia da anorexia. Outra coisa bem diferente é a superproteção, que vem muitas vezes da angústia e dos medos dos pais.

E de algum egoísmo também?
Não, acho que não. Os pais acham que têm um papel a cumprir, muitas vezes acham que tem de ser assim, sem se darem conta de que os filhos também têm de crescer, ter a sua relação com os amigos, desenvolver o seu próprio carácter, as suas próprias motivações. Nós, pais, temos de ajudar os filhos a serem livres e autónomos e, isto é importante, não podemos continuar a tratá-los toda a vida como se fossem crianças dependentes mas sim dar-lhes capacidades para serem responsáveis, anteciparem as consequências dos seus atos e para serem adultos equilibrados e que assumem as suas responsabilidades. Por isso é que digo no livro que aos 7 anos é preciso mandar uma criança para um acampamento, para saber o que é a austeridade, para ver as estrelas, para saber estar só, sem os pais.

Que outras coisas podem os pais fazer?
Uma criança de 9 anos deve, por exemplo, ser levada a um hospital. Para ver outras crianças doentes, que muitas vezes estão mesmo muito mal. É importante que as crianças sejam agradecidas perante a vida, até pela saúde que têm. Que dêem beijos à avó que tem Alzheimer ou Parkinson e que provavelmente nem os reconhece mas precisa de carinho. Parece-me essencial que um pai ou uma mãe que esteja cansado possa pedir ao filho que lhe traga os chinelos. O importante é que a criança entenda que não é o centro do universo.

"No ocidente cada vez se é pai mais tarde e cada vez se tem menos filhos, o que faz com que as crianças sejam — em Portugal, em Espanha ou em Itália — um tesouro. Até estatisticamente: há muitos idosos e poucas crianças. Mas isso não quer dizer que tenhamos de comprar o carinho das crianças, não quer dizer que nos deixemos chantagear por elas."
Javier Urra

À medida que os filhos vão crescendo de que formas mais podem os pais encontrar esse equilíbrio entre proteger e não proteger demasiado?
Dessas formas que lhe disse, irem acampar, visitarem crianças doentes no hospital, passarem tempo com os avós, trazerem os chinelos aos pais…

Mas esses são os básicos, os mínimos…
Mas ninguém faz isso sequer. Que pai é que pede ao seu filho que lhe traga os chinelos?

Eu… 
Então é um caso raro. Pergunte às suas amigas e verá que a maioria delas não o fazem. O que é que as pessoas podem fazer? Podem, por exemplo, ler este livro, que explica de forma profunda o que é isto da superproteção. A superproteção não chega a ser uma forma de maus-tratos mas limita imenso a responsabilidade. A ideia é muito simples: os pais devem vacinar os filhos, dar-lhes legumes, escolher a escola em que querem que eles andem, tudo isso sem o aval das crianças, porque é assim que é e deve ser, para o seu bem-estar físico e emocional; mas os pais depois têm também de, um dia, pedir à criança que atravesse a rua sozinha para comprar pão, e, noutro dia, têm de lhe dar dinheiro para o fim de semana e explicar-lhe que pode poupá-lo, gastá-lo ou partilhá-lo com outras crianças que têm menos coisas — dizer-lhe “és tu quem decides”. A ideia do livro é que as crianças devem ser tratadas com respeito. E esse respeito também quer dizer responsabilizá-los pela sua conduta, pelos seus atos, pelo que fazem e pelo que não fazem. Quando forem adolescentes poderão falar das alterações climáticas e da eutanásia, mas até lá têm de falar sobre o que acontece na escola onde andam. As crianças não são o futuro, não são um projeto de adulto. São outros seres com capacidades e opiniões.

No livro fala de “pais urso panda”, de “pais helicóptero”, de “mães agenda” e de “pais guarda-costas” que, inevitável e invariavelmente, criam “crianças bonsai”. Quais são os principais problemas da paternidade hoje em dia?
No ocidente cada vez se é pai mais tarde e cada vez se tem menos filhos, o que faz com que as crianças sejam — em Portugal, em Espanha ou em Itália — um tesouro. Até estatisticamente: há muitos idosos e poucas crianças. Mas isso não quer dizer que tenhamos de comprar o carinho das crianças, não quer dizer que nos deixemos chantagear por elas. Não, não, não. É preciso educá-las e educar pressupõe dar carinho, amor, motivação. Tal como pressupõe dizer que não. Nunca permitiríamos que um bebé metesse os dedos numa tomada, por isso por que motivo deixaremos que um filho conviva com pessoas mais velhas que ainda por cima consomem drogas? Não, não pode acontecer. Temos de supervisionar, dando liberdade. Há sempre um dia em que os pássaros empurram os filhos para fora do ninho porque sabem que eles têm asas e a forma de os ensinarem a voar é mesmo essa. Temos de fazer o mesmo com os nossos filhos, tratá-los com respeito mas fazê-los aceitar as responsabilidades.

Que acha das correntes educativas que defendem que não se deve dizer não ou levantar a voz?
Acho que são um erro. Educar é a grande prevenção. Porque ao educar estamos também a passar valores, qualidades, conceitos morais e isso é essencial, afinal de contas paramos o carro no sinal de stop não porque a polícia nos passa uma multa se não o fizermos mas porque podemos provocar um acidente e magoar outra pessoa. Mas o castigo também faz parte da educação. Às vezes não cometemos determinados delitos porque sabemos que podemos ser penalizados. No fundo, há três formas de educar. Uma é a autoritária, ditatorial, a do “fazes assim porque eu te digo e quem manda sou eu”. A longo prazo esta forma não funciona, funciona bem no curto prazo mas no final faz com que as crianças só façam as coisas quando lhes gritam ou são castigadas. E, por vezes, com crianças mais crescidas, pode virar-se contra os pais.

Quais são as outras duas?
Depois há o deixar andar, o deixar fazer — que não é um sistema educativo, é como se existissem regras de trânsito mas cada um conduzisse como quisesse, por onde quisesse. E há o sistema que considero o correto, que pressupõe a existência de uma série de normas e regras que devem ser definidas pelos pais — porque aquilo que uma família não pode ser é uma democracia. Não, não. Uma democracia é um país como Portugal, em que Costa ganhou as eleições e há paz entre as esquerdas, que agora têm de chegar a consenso — isso é uma democracia. Mas a família não, os que têm a responsabilidade, a patria potestas, os que têm de dizer o que está bem e o que está mal são os pais. Os pais devem ouvir os filhos? Claro. Devem falar com os filhos? Claro. Devem tomar as decisões juntamente com eles? Não, claro que não. Devem decidir da forma que acham mais conveniente.

"O tempo é relativo, claro que temos de trabalhar, claro que há pouco tempo para as crianças, mas também não me parece esta sociedade seja a mais complicada. Antigamente muitas crianças morriam de doença, os pais trabalhavam de sol a sol e eram muito mais austeros. Até que ponto hoje os pais não trabalham muito mais horas só porque querem trocar de carro? É tudo uma questão de prioridades."
Javier Urra

Nesta questão da democracia familiar há geralmente outros fatores, não? Como a culpa que muitos pais sentem relativamente aos filhos. Ou a falta de tempo que muitos outros têm para lhes dedicarem.
É muito fácil. Culpa por quê? Por terem trazido um filho ao mundo? Aquilo que os pais não podem fazer é enganarem-se a eles próprios. Por exemplo, há pais que dizem que só querem que os filhos sejam felizes. Bom, os filhos serão felizes a espaços. Porque a vida é ser feliz a espaços. Noutras alturas até serão bastante infelizes, porque estão doentes, porque os pais se separaram, porque o avô morreu, porque acontece um acidente, ou porque os pais ficaram desempregados. É importante não pedir mais à vida do que aquilo que ela pode dar, as crianças têm de perceber que no final morrem e se não morrerem elas morrem as pessoas de quem gostam. Portanto o primeiro erro é querer encontrar a felicidade, porque o mundo não é a Disney, isto não é um parque de diversões, os pais só têm de fazer o melhor que conseguirem.

E em relação à falta de tempo?
Há que estabelecer prioridades, temos de trabalhar, queremos tomar um café com uma amiga e também somos pais, temos de estar com os nossos filhos. Se calhar devemos pensar: o que é que gostamos de fazer quando temos tempo, num sábado, por exemplo? Queremos estar com os nossos filhos e aproveitar o tempo com eles, dar um passeio, ou o que queremos é ler e ver filmes e os filhos são um empecilho? O tempo é relativo, claro que temos de trabalhar, claro que há pouco tempo para as crianças, mas também não me parece que esta sociedade seja a mais complicada. Antigamente, muitas crianças morriam de doença, os pais trabalhavam de sol a sol e eram muito mais austeros. Até que ponto hoje os pais não trabalham muito mais horas só porque querem trocar de carro? É tudo uma questão de prioridades.

Por falar no tempo dos nossos avós, em que as crianças morriam e os filhos eram às mãos cheias, em que altura é que educar um filho passou a ser uma tarefa tão complicada? 
Educar nunca foi fácil. Como não é fácil viver em casal ou conviver com os colegas de trabalho. Tudo tem um ponto de conflito. O que os pais precisam é de assumir que têm de ser maduros e perceber que têm uma responsabilidade que, apesar de ter dificuldades, é também das coisas mais bonitas que se podem fazer na vida, que é transmitir, educar. Mas, como disse, têm de ter maturidade e autoridade para perceber que não podem perseguir os filhos para lhes dizer 20 vezes a mesma coisa. Têm de agir de forma a dizerem uma só vez e serem ouvidos.

Para além do problema da imaturidade dos pais, vai ainda mais longe e no livro fala mesmo em pais que não deveriam sê-lo. Quem são estas pessoas?
Há muitos pais que não gostam dos filhos, outros que são muito desequilibrados, outros que consomem drogas, há pais que pela sua falta de equilíbrio e imaturidade são muito maus pais. Como vivemos em Estados de Direito não podemos fazer laqueações de trompas por isso, mas a verdade é que para conduzir um carro ou pilotar um avião é preciso tirar a carta ou fazer um curso, é preciso demonstrar sanidade e equilíbrio, estar em boas condições físicas… Ser pai não é menos difícil do que isso. Mas a maioria dos pais fá-lo muito bem, apesar de cada filho ter também as suas características. Não me parece que devamos ter a sensação de que educar é uma dificuldade ou que a adolescência é uma tarefa muito difícil. Não, não acredito nisso. Tenho dois filhos, que hoje já têm 35 e 40 anos, e também já tenho netos, e não foi nada difícil. Claro que tivemos pequeníssimos problemas, que resolvemos em família e com a escola, e a educação decorreu de forma fluida. Não é preciso medicalizar a sociedade nem ir a profissionais e psicólogos. O que é preciso é educar com lógica e desfrutar dos filhos.

Falando dos seus filhos, dos seus netos e também do ponto de vista profissional, vê muitas diferenças entre gerações?
Toda a gente deve achar que a resposta lógica a essa pergunta é sim, mas eu acho que não. As crianças continuam a rir pelos mesmos motivos, a chorar pelos mesmos motivos e a ter os mesmos medos. Claro que as coisas mudaram um pouco, agora temos internet, há grupos de pais e de professores no WhatsApp, todo o tipo de coisas que mal utilizadas podem criar problemas — mas com um carro também te podes matar. É tudo uma questão de saberes usar os instrumentos. Tenho um centro em que temos 96 miúdos…

O Recurra Ginso…
São miúdos muito complicados, de 16, 17 e 18 anos, que agrediam os pais, de forma verbal, emocional ou até física, e que vêm de toda a Espanha. E quando chegam ao meu centro retiramos-lhes os telemóveis e não há problema nenhum.

"Toda a gente diz que os miúdos estão viciados nos telemóveis e isso não é verdade. A nós chegam-nos miúdos já com problemas, tiramos-lhes os telefones e fica tudo bem. Connosco não há ecrãs nem computadores e está tudo bem. 40% destes miúdos consumiam marijuana antes de cá chegarem e no centro naturalmente não há marijuana — e não há problema nenhum. A sociedade é demasiado branda."
Javier Urra

E porque é que lhes tiram os telefones? 
Porque lhes imponho regras: às 7h30 têm de se levantar, de fazer a cama, de tomar banho, de ir às aulas, de ir aos treinos de voleibol, à terapia. E estão connosco durante um ano. E os telefones não lhes fazem falta.

E acha que a vida de todas as crianças devia ser assim? Com regras e horários rígidos?
Não, o que digo é que toda a gente acha e diz que os miúdos estão viciados nos telemóveis e isso não é verdade. A nós chegam-nos miúdos já com problemas, tiramos-lhes os telefones e fica tudo bem. Connosco não há ecrãs nem computadores e está tudo bem. 40% destes miúdos consumiam marijuana antes de cá chegarem e no centro naturalmente não há marijuana — e não há problema nenhum. A sociedade é demasiado branda. E se vier um dia visitar o meu centro verá que todos os miúdos dizem que o Urra é muito fixe. E, sim, sou fixe mas imponho regras, há castigos, não me deixo chantagear, e essa é a prova de que se pode educar com respeito mas também com normas e de forma rigorosa.

E acredita que é isso que faz falta na sociedade?
Sim, por isso é que estou a falar consigo, por isso é que escrevo livros e faço conferências. Trabalhei durante 32 anos para o Estado, trabalhei muito com violadores, pedófilos e assassinos e dei-me conta do que custa educar e por isso escrevi todos os livros que escrevi. Mas as pessoas não querem ler, não querem estudar, não querem preparar-se para serem pais, querem uma receita: “O que faço com o meu filho?”. Não, isto é uma coisa para todos os dias.

Não há uma receita mágica para ser bom pai…
Não, não existe. É uma coisa progressiva, do dia-a-dia. Mas há pessoas que estudam o assunto, e eu estudei psicologia, estudei ciências da saúde, estudei muitíssimo e sei muito bem como se devem fazer as coisas. E se fizeres bem as coisas vai tudo correr bem. Há pessoas que dizem que lhes saiu um filho problemático, mas isso não é verdade, o que existe nesses casos são falhas graves de educação. Se fumas muito, muito e todos os dias, é garantido em 80% que vais ter um cancro de pulmão. Os hábitos e os comportamentos são muito importantes. Este é um livro muito fácil de ler mas que define alguns aspetos essenciais para que os filhos sejam verdadeiros adultos. Já temos uma geração de pais que não é adulta, dificilmente vão educar os filhos para que o sejam.

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