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O amor de Chuck pela sua batedeira industrial: “Ela já deve ter uns bons anos, comprámo-la em segunda mão, no início do projeto. Já temos uma nova, agora, mas tudo sabe sempre um bocadinho melhor quando sai desta”.

Estamos numa cozinha profissional que mora no segundo andar de um edifício em Manhattan, Nova Iorque. Pessoas atarefadas a correr de um lado para o outro, filas de voluntários criam uma espécie de linha de montagem de refeições e Chuck, o pasteleiro da associação God’s Love, We Deliver (GLWD) — uma ONG nova-iorquina que de há 33 anos para cá se dedica a alimentar pessoas doentes ou incapacitadas de toda a cidade. “Fazemos no mínimo 900 bolachas por dia e todas elas passam pelas minhas mãos. Também fazemos bolos de aniversário — modéstia à parte, eles já têm fama de ser do melhor que há!”, continua o homem de ar cansado mas com um sorriso na cara. A cozinha onde Chuck vai falando sobre si é uma das maiores (pelo menos profissionais) de toda a Manhattan, no total tem tem mais de 3 mil metros quadrados. É tão grande que nela cabem, por exemplo, dois “caldeirões” gigantes onde todos os dias se confecionam quase 300 quilos de carne de vaca, ou suficientemente enorme para ter um frigorífico onde chegam a caber 20 mil refeições. “Não é incrível?!”, pergunta o pasteleiro. Realmente, não há como lhe dizer que não.

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