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Nem as maiores estrelas pop do planeta escapam a uma ameaça de deportação se forem politicamente indesejáveis.

Entre o Portugal de 2020 de Joacine Katar Moreira e os Estados Unidos de Nixon em 1972, são muito mais as diferenças do que as semelhanças. E os dois casos — o de uma política e ativista nascida em Bissau mas com nacionalidade portuguesa que ouviu outro político, André Ventura, sugerir a sua “devolução” por não gostar de uma proposta do seu partido; e o de uma estrela pop britânica nascida em Liverpool mas com visto nos EUA que teve de lutar para evitar uma efetiva repatriação nos tribunais — os contornos são muitos distintos.

Num caso, o que aconteceu em Portugal neste ano de 2020, a deportação foi uma sugestão com xenofobia em pano de fundo por parte do líder do Chega a propósito da proposta do Livre de devolver bens culturais às ex-colónias. Em terras norte-americanas, no início dos anos 1970, a tentativa de deportar o senhor ex-Beatle não foi xenófoba, mas também foi motivada por questões políticas. Porque o seu discurso era indesejável, as propostas radicais, a militância no ativismo pelo fim da guerra do Vietname arreigada. Os Estados Unidos da América queriam mesmo muito livrar-se de John Lennon.

O caso de André Ventura e Joacine serve só como ponto de partida partida para lembrar mais uma das histórias mais controversas dos EUA dos tempos de Nixon.

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