Numa altura em que a crise pandémica ameaça parar novamente o país, Francisca Van Dunem quer fazer avançar o combate à corrupção com uma aposta na prevenção e em medidas cirúrgicas que permitam uma maior colaboração entre a Justiça e os arguidos — além de uma aceleração dos tempos dos julgamentos, sempre morosos, dos processos de crime económico-financeiro.

[O essencial da entrevista a Francisca Van Dunem]

Numa manhã soalheira e com o rio Tejo ao fundo, a ministra da Justiça explicou ao Observador as medidas centrais da sua Estratégia Nacional Contra a Corrupção e não fugiu aos temas da atualidade. Comentou de forma original o apoio polémico do primeiro-ministro António Costa à candidatura de Luís Filipe Vieira ao Benfica em vésperas de o dirigente desportivo ser acusado na Operação Lex e defendeu que a lei atual pode permitir uma atenuação especial da pena para Rui Pinto. Mais: a propósito do caso do ex-hacker, a ministra da Justiça defende que os conceitos de prova proibida (que impedem que a informação recolhida ilicitamente por Rui Pinto possa ser utilizada em processo penal) devem evoluir para que seja possível encontrar um equilíbrio entre a privacidade e o acesso à prova. Pelo meio, avaliou como muito positiva a experiência do Tribunal Central de Instrução Criminal, recusando mexer no tribunal onde trabalham Carlos Alexandre e Ivo Rosa, mas defendendo medidas que melhorem o funcionamento daquela instância. Sobre as eleições presidenciais, segue o conselho de recato dado pelo primeiro-ministro: “O meu voto nem às paredes confesso”

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