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Desde que Ursula von der Leyen tomou posse, em dezembro de 2019, que ouvimos vezes sem conta que iria liderar uma Comissão geopolítica. Queria isto dizer, mais coisa menos coisa, que a Europa passava a ser uma entidade tendencialmente autónoma, sem aliados preferenciais e sem vontade política de se alinhar com nenhuma potência. A ideia era que a Europa passaria a andar no mundo pelo seu próprio pé, uma experiência que já não tinha desde os anos 1940 (à qual não é alheia a política externa de Trump). Até agora tem corrido mal.

A Europa libertada desenhou planos ambiciosos. Dois exemplos: regular e liderar o processo da transição energética a nível mundial, ser um contribuinte líquido na questão da distribuição internacional de vacinas. Mudou o estafado nome de “potência normativa” para o mais moderno “potência reguladora”, implicando que a força europeia seria legislar antes dos outros nos mais diversos temas para influenciar quem se seguisse. Outra forma de poder internacional, diziam os mais bem intencionados em Bruxelas.

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