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A TAP tem sido, até agora, vítima de guerras incompreensíveis que desembocaram na inviabilização de apoiar a empresa no âmbito das regras de ajudas de Estado por causa da pandemia. O plano de reestruturação, que agora vai ser negociado em Bruxelas, terá, por isso, de ser concretizado em menos tempo – cinco em vez de sete anos – e a gestão e o accionista português terão de obedecer às medidas que decidir a direcção geral europeia da concorrência, que bem sabemos o que fez aos bancos portugueses na era da troika.

Neste momento, a TAP é a única companhia aérea europeia que vai ser apoiada segundo as regras gerais de ajudas públicas. Até a Condor, insolvente em finais de 2019 e em Fevereiro de 2020, conseguiu ser ajudada no âmbito das regras temporárias da pandemia. Se a Condor o conseguiu, é muito difícil perceber como é que Portugal não foi capaz de convencer Bruxelas de que a TAP não estava em dificuldades antes da pandemia, o que manifestamente é verdade como o demonstra a sua vida económica e financeira em 2019, e que os negociadores portugueses poderiam bem ter usado.

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