A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los em todo o lado, diagnosticar incorretamente e aplicar os remédios errados” – Groucho Marx

Nas últimas semanas temos assistido a um exacerbar das posições políticas, onde os principais partidos se têm dedicado a levantar o dedo acusatório aos seus adversários políticos colando-lhes rótulos de “radicalismo”. O PSD acusou o PS de Pedro Nuno Santos de se preparar para recuperar a intentona da Geringonça trazendo de novo os quadros de Marx e os amigos de Trotsky para S. Bento. Já Pedro Nuno Santos, perante a cada vez mais implausível hipótese de o PSD se unir ao Chega, decidiu apontar contra uma possível solução governativa dos laranjas com a IL, argumentando, ao bom estilo da escola primária, com um “Montenegro, radical és tu e os teus amigos liberais, quem diz é quem é”.

Pelo caminho, os eleitores têm todos os motivos para estar deprimidos, já que os políticos, após a inexplicável queda de um governo a quem o Povo deu tudo para governar quatro anos, em vez de tratarem de explicar ao que vêm, se dedicam a trazer para o debate o estilo tortuoso e pífio das discussões das redes sociais. É triste perceber como a era digital capturou – radicalmente – a ação política, e como tantos políticos caem no engodo de falar, não para os cidadãos, mas para os barómetros das redes sociais.

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