Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Será provavelmente a frase mais ouvida neste verão por todo o país. E embora soe a remoque é na verdade um óptimo conselho: “É melhor ir dar à luz para outro lado que a maternidade aqui está fechada para férias”. Com a expectável balbúrdia que o fecho rotativo das maternidades irá causar nestes meses, creio que se impunha a criação de maternidades de serviço, à semelhança do que já acontece com as farmácias de serviço. Assim que rebentassem as águas a grávida via na internet que maternidade estava de serviço; chegada ao local a parturiente escarranchava-se contra a montra, o obstetra abria aquela portinhola que costuma haver na vitrina para atender fora de horas e efectuava o parto através do postigo. Resolvido o assunto o doutor devolvia a criança à mãe pelo mesmo guichê e recolhiam todos aos seus lares.

Enquanto não é implementada esta solução vai andar para aí tudo o que é grávida a meter para dentro até os centros hospitalares reabrirem em condições. Problema que, de futuro, se resolverá facilmente. Basta que, no âmbito da disciplina de educação sexual, se comece desde já a ensinar à petizada que, além de deverem ter cautela com as doenças sexualmente transmissíveis, é proibido por lei manter relações sexuais com intuito de procriação entre os dias 21 de Setembro e 21 de Dezembro de cada ano. E pronto, daqui em diante garante-se que as férias dos profissionais das maternidades não maçam ninguém. Além de ficar aberta a porta para, caso os médicos, enfermeiros e governo queiram dar uma prova de civismo, se agendar com a devida antecedência as greves do sector acrescentando os dias nove meses anteriores a esses às datas supracitadas.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.