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Está a criar-se um mito em relação ao processo de urbanização e litoralização português que importa desfazer não com argumentos, mas com factos. A realidade das últimas décadas é que por diversas razões as pessoas estão a ser cada vez mais atraídas pelas cidades e as áreas metropolitanas, e não apenas os residentes nacionais, mas também os imigrantes que para aí convergem. É um movimento mundial, e uma tendência de décadas que só agora estabiliza em alguns países. Aquilo que distingue Portugal, no contexto europeu, não é propriamente o facto de ter uma proporção da população nas suas duas metrópoles (Lisboa e Porto) na população total, superior à de outros países. Os últimos dados disponibilizados pela OCDE, para 2014,  mostram que esse valor é de 40,3% em Portugal face a 47,5% na Áustria, 44,6% na Bélgica, ou 40,7% na França. Melhores que nós estão a Finlândia e a Espanha.

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