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Se há elemento que vai marcar o ano de 2021, é o reencontro dos aliados transatlânticos desavindos. Joe Biden tem feito promessas de união das democracias e soubemos, ao longo dos últimos quatro anos, que o consenso bipartidário relativamente à NATO nunca se partiu completamente. Agora resta perceber que tipo de relação transatlântica vamos forjar porque o mundo mudou profundamente.

As coisas não começam bem. Na próxima quarta-feira, a União Europeia vai assinar um acordo de investimento com a China. Ainda levará algum tempo a entrar em força, uma vez que terá que ser refinado, ratificado e adotado pelos 27 parlamentos nacionais. Os líderes europeus (as negociações foram dirigidas pela Comissão) parecem confiantes de que o acordo tem tudo para ser um sucesso: no coração das negociações está o acesso das empresas europeias à China, que passarão a ter paridade com os negócios que Pequim faz na Europa. Levou sete anos a negociar, proíbe a exportação de tecnologia, reduz muito significativamente o acesso chinês às energias renováveis europeias e ainda tem uma cláusula sobre direitos de trabalhadores chineses.

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