Petróleo

Repsol faz descoberta histórica de crude no Alasca

A petrolífera Repsol anunciou, na quinta-feira, uma descoberta estimada em 1,2 mil milhões de barris de crude no Alasca, aquela que é classificada como a maior nos últimos 30 anos nos EUA.

A descoberta surgiu depois da Repsol, e também de outras empresas petrolíferas, terem feito elevados cortes de custos e produção como consequência do colapso dos preços do crude

BP via Getty Images

A petrolífera espanhola Repsol anunciou, na quinta-feira, a descoberta do que deverá equivaler a 1,2 mil milhões de barris de crude no Alasca, aquela que é classificada como a maior nos últimos 30 anos em território americano, de acordo com um comunicado da empresa, citado pelo Business Insider. Os recursos foram descobertos numa jazida mineral, com o nome de Pikka, localizada na região de Nanushuk, no distrito de North Slope, em consórcio com a empresa associada Armstrong Energy.

Tudo indica que as primeiras produções irão começar em 2021, com a previsão de uma produção diária de cerca de 120 mil barris de petróleo.

O Alasca possui infraestruturas significativas que permitem que sejam desenvolvidos novos recursos de forma mais eficiente”, referiu a Repsol em comunicado.

A descoberta surgiu depois de a Repsol, e também de outras empresas petrolíferas, terem feito elevados cortes de custos e produção como consequência do colapso dos preços do crude, segundo a Bloomberg. A última grande descoberta da companhia espanhola deu-se em 2009, na Venezuela.

De acordo com o El País, a Repsol já estava a explorar aquela área desde 2008, em conjunto com a Armstrong Energy. Desde 2011 a empresa já fez várias descobertas em North Slope, que tinham já demonstrado um grande potencial da zona.

A descoberta poderá contribuir para pressionar ainda mais os preços do petróleo, que já na quarta-feira desceram para menos de 50 dólares por barril, com evidências de que o mercado continua com muita oferta apesar do corte da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Preço do petróleo abaixo de 50 dólares pela primeira vez desde dezembro

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