Rússia

Ministro dos Negócios Estrangeiros russo goza com imprensa norte americana

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo gozou com as notícias da imprensa norte-americana que sugeriram que o Presidente dos EUA partilhou com ele, de forma inapropriada, informações sensíveis.

Escarneceu a imprensa norte-americana, por estar a agir como os jornais comunistas da antiga União Soviética e não a oferecer notícias reais.

EPA/SHAWN THEW

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo gozou esta quinta-feira com as notícias da imprensa norte-americana que sugeriram que o Presidente dos EUA partilhou com ele, de forma inapropriada, informações sensíveis sobre ameaças terroristas, envolvendo computadores portáteis em aviões.

Sem confirmar diretamente os detalhes da sua conversa com Donald Trump, Sergey Lavrov afirmou que não percebia qual era o “segredo”, uma vez que os EUA tinham introduzido há dois meses a interdição destes computadores nos aviões provenientes de alguns países do Médio Oriente.

Escarneceu a imprensa norte-americana, por estar a agir como os jornais comunistas da antiga União Soviética e não a oferecer notícias reais.

“Havia uma anedota na União Soviética segundo a qual não havia notícias no jornal Pravda e não havia verdade no jornal Izvestia”, afirmou Lavrov, por intermédio de um tradutor, “É verdade. Tenho a impressão que muitos meios dos EUA estão a trabalhar com este estado de espírito”, acrescentou.

A palavra russa ‘pravda’ significa verdade e ‘izvestia’ notícias. Estas palavras são também os nomes de dois jornais russos. Lavrov esteve esta quinta-feira no Chipre para conversações com o seu homólogo cipriota.

Questionado sobre a controvérsia em torno da alegada partilha de informação sensível por parte de Trump, respondeu que a comunicação social noticiou que o “segredo” que Trump lhe contou era que “os ‘terroristas’ eram capazes de armadilhar computadores portáteis, toda a espécie de aparelhos eletrónicos, com materiais explosivos indetetáveis”.

“Tanto quanto me lembro, há talvez um mês ou dois, a administração Trump decidiu uma interdição de computadores portáteis em aviões de sete países do Médio Oriente, o que esteve ligado diretamente com uma ameaça terrorista”, avançou Lavrov.

“Portanto, se está a falar sobre isto, não vejo qualquer segredo”, insistiu.

O Washington Post noticiou esta semana que Trump partilhou informação de acesso muitíssimo restrito com Lavrov e o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak, sobre uma ameaça terrorista, da autoria do grupo que se designa por Estado Islâmico, envolvendo computadores portáteis em aviões. Outros meios, incluindo a Associated Press, confirmaram mais tarde aquela notícia.

Trump respondeu, através da rede social Twitter, que tinha autoridade para revelar o que quiser e não negou ter discutido informação classificada durante a reunião com Lavrov e Kislyak.

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