Que a mais recente capa da Vanity Fair quebrou a internet já se sabe. A transição de Bruce para Caitlyn Jenner foi seguida de perto por diferentes setores da sociedade, inclusive a comunidade transgénero que, muito a propósito, questionou-se: “Onde está a nossa capa?”.

Versões personalizadas da respetiva capa estão, por isso, a circular nas redes sociais. Trata-se de uma forma de expressão individual que leva emprestada a hashtag #MyVanityFairCover. A ideia partiu de duas amigas que publicaram um texto no Tumblr onde dão conta de que a edição da Vanity Fair fez crescer o debate sobre as pessoas transgénero, embora de uma forma limitadora — em causa está a ideia de que o mundo apenas acolhe estas pessoas caso elas tenham sorte ou dinheiro suficiente para encaixar nos habituais padrões de beleza.

“Senti-me frustrada, inútil e oprimida com as opiniões sobre mulheres transgénero e sobre como nos devemos parecer se quisermos ser levadas a sério. Mas nem todas podemos aderir a esses padrões. Nem todas queremos”, escreve ainda a dupla Crystal Frasier e Jenn Dolari. “Algumas de nós querem [isso] apenas por uma questão de medo. Algumas de nós querem-no, mas não sabemos porquê. E se encaixamos ou não nesses padrões, somos bonitas e merecemos (…) ser reconhecidas pelo mundo.”

Depois do texto, Fraiser partilhou a sua própria versão da capa da Vanity Fair com o título “Call me Crystal” (“Chama-me Crystal”, em português), tal como conta o Telegraph, e convidou outros utilizadores a fazer o mesmo. As palavras e a iniciativa tiveram efeito e o resultado está à vista.

https://twitter.com/ashmeesh/status/606570843062202369