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Salário mínimo e idade de reforma semelhantes em todos os Estados-membros e um subsídio de desemprego comum, estão entre as ideias para a Europa dos socialistas espanhóis. As propostas para a Europa do PSOE, que estão a ser avançadas pelo jornal espanhol El País, serão apresentadas na terça-feira ao Parlamento espanhol.

Será dia de debate do resgate à Grécia no Parlamento espanhol, cujo Governo tem sido publicamente dos mais duros com Atenas, mas o PSOE quer aproveitar para discutir uma nova posição de Espanha na Europa.

As propostas de reforma da União Europeia do partido agora liderado por Pedro Sanchez pretendem, tal como já o fizeram França e Alemanha, impor uma reforma profunda na zona euro na sequência da crise grega, mas também de uma União Europeia que querem mais coesa – com uma união orçamental, económica, social e política -, mas principalmente, uma Europa diferente.

Na lista de iniciativas estão medidas como o aumento do fundo de resolução europeu, que tem como objetivo gerir crises no sistema financeiro europeu. Quando este fundo estiver completo deverá ter cerca de 55 mil milhões de euros. O PSOE considera o valor manifestamente insuficiente e quer ainda um fundo de garantia de depósitos europeu, algo que a Alemanha tem vetado sempre – mas que por exemplo o Governo português também defende.

No capítulo orçamental, os socialistas defendem a criação de um subsídio de desemprego que complemente os sistemas nacionais, a harmonização do IRC, a criação de um imposto sobre as transações financeiras (em discussão há vários anos) e sobre as emissões de CO2, e um tesouro europeu que faça a gestão da dívida pública europeia, mas também emita dívida.

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