Falta de pessoas para fazer patrulhas, além das falhas do SIRESP. César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), não tem dúvidas sobre as razões que levaram a que a fatídica Estrada Nacional (EN) 236-1 não fosse encerrada no fogo de Pedrógão Grande e detalhou essas razões numa entrevista à TSF.

As contradições sobre a falha do SIRESP

“Quem não cortou a estrada não o fez porque não tinha informação”, comentou em relação à EN236-1, onde 47 pessoas perderam a vida há pouco mais de uma semana, detalhando que em Pedrógão Grande, em Figueiró dos Vinhos e em Castanheira de Pêra existiam apenas dois homens num carro patrulha e um outro no posto.

Em relação, especificamente, a Pedrógão Grande, César Nogueira refere que aquele posto tem 15 pessoas (estavam três a trabalhar nesse dia pelas escalas, folgas e férias) e deveria ter o dobro. Ainda à TSF, o líder da APG apresenta uma “solução” apontando outro problema: metade dos 23 mil profissionais da GNR “estão em gabinetes”, em funções burocráticas ou administrativas, e fora do trabalho operacional no terreno.

Por fim, o responsável afirma que muitos militares estão indignados com alguns dos comentários feitos à atuação da GNR e com o inquérito aberto pela ministra da Administração Interna, “parecendo dar logo à partida responsabilidades aos guardas que estiveram no local”, referiu, adiantado ainda que existem militares que colocaram baixa psicológica depois da tragédia que vitimou um total de 64 pessoas.

As primeiras 56 horas do incêndio em Pedrógão Grande, minuto a minuto