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Polícia Judiciária

PJ desmantela grupo que assaltava multibancos através de explosão

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Grupo que se dedicava ao assalto de caixas multibanco através de explosão foi desmantelado. PJ deteve três homens e ainda apreendeu vários elementos de prova.

CARLOS BARROSO/LUSA

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT), desmantelou uma organização criminosa que, a partir da região da grande Lisboa, se dedicava à prática de furtos a caixas multibanco através de explosão.

Durante a operação “Caixa Automática” foram detidos três homens, com idades compreendidas entre os 27 e 30 anos de idade. Além disso, foram apreendidos relevantes elementos de prova, como cilindros carregados com gás explosivo, baterias, cabos elétricos, mangueiras, diversas partes integrantes de caixas multibanco, armas de fogo, uma delas de calibre de guerra, várias viaturas automóveis e inúmeros objetos produto do crime bem como relevantes elementos de prova, confirmou a PJ em comunicado esta segunda-feira de manhã.

O grupo desmantelado pela Polícia Judiciária (PJ) por assaltos a caixas multibanco, com recurso a explosão, integra um cidadão estrangeiro, é formado por “gente perigosa” com antecedentes criminais e acesso a armas com calibre de guerra, revelou hoje a PJ.

Em conferência de imprensa, o diretor da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo (UNCT) da PJ, Luís Neves, garantiu que a liderança daquele grupo criminoso “está desmantelada”, precisando que os três homens, dois portugueses e um estrangeiro, com idades entre os 27 e os 30 anos, foram detidos durante a madrugada desta segunda-feira, numa localidade a norte de Lisboa, no âmbito de uma operação que teve a colaboração da GNR.

Fontes policiais contactadas pela Lusa precisaram que as detenções ocorreram na zona de Alcobaça (distrito de Leiria) e que o cidadão estrangeiro que integrava aquela associação criminosa é oriundo de um país de Leste.

Segundo Luís Neves, a operação desencadeada esta segunda-feira e que permitiu apreender cilindros com gás explosivo, armas com calibre de guerra e mais de uma dezena de milhares de euros, foi o culminar de uma investigação que dura há um ano e que tem tido a cooperação da PSP e do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Os detidos, que serão interrogados na terça-feira por um juiz de instrução criminal, tem antecedentes criminais, mas por “factos de diferente tipologia”, referiu o diretor da UNCT, sem adiantar mais pormenores sobre o passado dos suspeitos.

Ao grupo agora desmantelado é atribuído a prática de vários assaltos a caixas de multibanco, sempre através do método de explosão, mas não foi quantificado o número de assaltos que terá realizado.

Entre os objetos apreendidos ao grupo criminoso consta uma metralhadora (AK 47), cuja proveniência está ainda a ser investigada.

Do material apreendido pela PJ e exposto numa das salas da sede da PJ figuram ainda baterias, cabos elétricos, mangueiras e partes integrantes de caixas de multibanco, que servirão de material probatório a apresentar pelas autoridades.

Durante este ano já terão sido assaltadas mais de 150 caixas de multibanco.

Nesta investigação, a PJ contou com a colaboração da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) , força que interveio na abordagem aos suspeitos.

Os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação da medida de coação tida por conveniente junto do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

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