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Morreu Augustine, a menina lusodescendente que sensibilizou França para doenças raras

Este artigo tem mais de 3 anos

Augustine lutava contra um tumor cerebral que a impedia de falar, andar ou ver. A família criou a Associação Wonder Augustin para angariar fundos e sensibilizar para a existência de doenças raras.

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Association Wonder Augustine/Facebook

Association Wonder Augustine/Facebook

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Augustine, uma menina lusodescendente de quatro anos que lutava contra um tumor cerebral raro e que comoveu França com a sua história, morreu esta segunda-feira, anunciou a família da criança através da página da associação que criaram, a Association Wonder Augustine.

Devido ao tumor raro que tinha — denominado de glioma pontino difuso — , Augustine não conseguia falar, andar ou ver, uma vez que a doença leva à perda de faculdades físicas. O cancro estava localizado no tronco cerebral (entre o cérebro e a medula espinal) e era inoperável.

No caso de Augustine, a família percebeu que algo de errado se passava quando a menina começou a ter várias quedas no final de julho deste ano. Foi dois dias antes de fazer anos, no final de julho, que ao realizar exames médicos acabou por ser internada com um prognóstico reservado.

Depois do diagnóstico, a família materna e amigos, provenientes de S. Torcato e São Lourenço de Selho em Guimarães, criaram a Associação Wonder Augustine, uma iniciativa que tinha como objetivo angariar fundos e sensibilizar para a existência de doenças raras para as quais não há ainda tratamento. O nome desta campanha surgiu como forma de homenagear a menina lusodescendente que é fã da super-heroína da banda desenhada americana Wonder Woman (Mulher Maravilha, em português).

Caso de menina lusodescendente sensibiliza França para doenças raras

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A WonderAugustine foi-se embora. Tranquilamente ao som da sua música (Dumbo, de Vianney), desde as primeiras notas, a sua respiração parou…estávamos com ela. O sol brilhava, uma joaninha veio visitar-nos no quarto, fomos fazer o que ela adorava fazer: apanhar margaridas”, lê-se na publicação desta segunda-feira.

O glioma pontino difuso é um tumor que afeta cerca de 600 crianças anualmente em todo o mundo. A sua rapidez de desenvolvimento e raridade são fatores que atrasam o processo de conhecimento da doença e, por sua vez, a descoberta de uma forma de tratamento eficaz. Geralmente os relatos clínicos sobre os doentes com este tumor determinam um período de esperança média de vida de 9 a 12 meses.

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