Rádio Observador

Alterações Climáticas

Líderes europeus falham compromisso com neutralidade climática até 2050

113

Polónia, Hungria e República Checa vetaram o prazo para a neutralidade climática na UE. Resta saber quando haverá fumo branco em Bruxelas quanto ao próximo presidente da Comissão Europeia.

Thierry Monasse/Getty Images

Os principais líderes europeus não conseguiram chegar a acordo esta quinta-feira para fixar um prazo, até 2050, para atingir a neutralidade climática até 2050. A notícia é avançada pelo Politico, site especializado em política europeia, que refere que esse era um dos pontos em discussão na reunião de esta quinta-feira em Bruxelas, para o Conselho Europeu, mas o prazo foi vetado pela Polónia, República Checa e Hungria.

Da reunião, foi possível acordar apenas esforços com vista a uma transição para “a neutralidade climática na União Europeia, em linha com o que foi definido no Acordo de Paris”. Apesar disso, uma referência explícita ao prazo sugerido para cumprir esta tarefa, 2050, acabou por cair do acordo final, mesmo sendo apoiado por uma larga maioria.

De acordo com um diplomata “presente na sala” e citado pelo Politico, o governo polaco reiterou não se querer comprometer com o prazo por temer “efeitos adversos” na sua economia. Outro diplomata, também não identificado, utilizou uma expressão menos prosaica: “Os polacos gostam do seu porco bem maduro”.

A recusa terá sido explicada na reunião pelo primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki, que aos jornalistas afirmou: “Precisamos [primeiro] de chegar a acordo sobre condições muito concretas de eventuais mecanismos de compensação [financeira]”.  A Polónia pretende ser ressarcida por diminuir as suas contribuições para as alterações climáticas, dado que a sua economia é menos robusta do que a de outras potências e seria especialmente afetada com a redução drástica de emissões de carbono no país.

Ainda na reunião do Conselho Europeu, os estados-membros da UE acordaram “com unanimidade” manter as sanções económicas à Rússia, impostas em 2014 após a anexação da Crimeia pelo regime de Vladimir Putin e depois de apoio dado a separatistas em solo ucraniano.

Ainda em Bruxelas, os líderes europeus vão tentar chegar a acordo esta quinta-feira quanto ao próximo presidente da Comissão Europeia. Apesar do Partido Popular apoiar o alemão Manfred Weber, os socialistas opõem-se fortemente ao candidato do PPE e pretendem eleger um outro candidato, com o apoio dos liberais. A imprensa internacional chegou mesmo a veicular o primeiro-ministro português António Costa como alguém que estaria bem cotado para assumir a presidência deste órgão.

Caso não saia fumo branco da reunião desta quinta-feira quanto ao nome do próximo presidente da Comissão Europeia, os líderes europeus poderão ter de voltar em breve a Bruxelas. A entrada em funções da próxima Comissão Europeia está prevista para o dia 1 de novembro, mas o calendário, apertado, obriga a que as principais famílias europeias cheguem a acordo em breve.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: gcorreia@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)