A Fiat deverá juntar-se ao rol de fabricantes automóveis que pretendem deixar de vender modelos mais pequenos e acessíveis, com uma vocação eminentemente urbana, num movimento que pretende evitar incorrer no pagamento de multas elevadíssimas, fruto das novas metas antipoluição estipuladas por Bruxelas. No caso da marca transalpina, isso significa abandonar o Panda e o 500, precisamente os modelos que colocam a Fiat a liderar o segmento dos citadinos na Europa.

Actualizar o Panda e o 500 de modo a que cumpram as mais apertadas normas ambientais obrigará a um avultado investimento que pode comprometer a rentabilidade da operação, pois se os carros mais pequenos representam um  maior volume de vendas, são também aqueles cujas margens de lucro são mais pequenas. Daí que a Fiat Chrysler Automobiles esteja na disposição de abandonar o segmento A, avança a Automotive News, com base em declarações do CEO do conglomerado italo-americano. Na conferência de apresentação dos resultados do terceiro trimestre, Mike Manley assumiu que a estratégia da Fiat passará por tentar promover a migração dos clientes para o segmento acima (B), em busca não só de volume como também de margens mais dilatadas. Sucede, porém, que a Fiat acabou com o Punto e não se lhe conhecem novos desenvolvimentos em matéria de sucessor.

Manley não avançou qualquer data para a saída da Fiat do segmento dos citadinos, mas a actual geração do Panda tem já sete anos no mercado e o 500 hatchback entrou em cena em 2007, pelo que até 2024 deverão retirar-se. Garantido é que pelo menos um novo 500 a bateria tem o futuro garantido. A sua produção arrancará em Mirafiori no segundo trimestre do próximo ano, logo após a respectiva apresentação no Salão de Genebra.