Especialistas ouvidos pelo Jornal Económico preveem uma quebra de publicidade entre os 40 e os 50% nos media tradicionais (TV, Rádio e Imprensa) provocada pelos efeitos do surto de Covid-19. Os efeitos já se fizeram sentir em março — com esta redução a ser sentida — num mercado que já estava a sofrer desde que grandes plataformas digitais como o Google ou o Facebook entraram nesta luta. E a tendência é para piorar em abril e maio.

Ao Jornal Económico, o antigo presidente do grupo Havas, Ricardo Monteiro, explica que “esta crise vem acentuar uma situação que já era difícil”, lembrando as restrições ao consumo que a atua situação de confinamento provoca. Menos consumo, menos publicidade. O “investimento na media tradicional vai estar suspenso”, avisa.

O presidente da agência Nova Expressão, Pedro Baltazar quantifica as perdas, avançando que se está “a falar, no mínimo, em quedas de 40 a 50% em março, e as perspetiva para abril e maio seguem, talvez, para pior”.

Já o CEO da IPG Mediabrands considera que é ainda imprevisível o que acontecerá até ao final do ano neste mercado publicitário, destacando que depende do “real impacto” da crise.

Media exigem apoios para enfrentar crise publicitária

A 20 de março, a Plataforma de Media Privados (PMP) —  que é composta pelo grupo Cofina, Global Media, Impresa, Media Capital, Público e Renascença — expressou a sua “preocupação face à ausência de um programa de ação dirigido aos media“ entre as medidas de choque económico anunciadas pelo Governo para fazer face à crise do novo coronavírus, sublinhando que pode estar em causa a “sobrevivência” dos órgãos de comunicação social privados, exigindo apoios iguais ao Turismo e Cultura.

Plataforma de Media Privados exige ao Governo apoios iguais ao Turismo e Cultura

O Observador também propôs um plano de apoio à comunicação social para este período em que o sector perdeu grande parte das receitas.

Observador propõe plano para a Comunicação Social enfrentar as consequências da pandemia

O plano proposto pelo Observador foi subscrito pelo Eco e pela Marketeer.

Eco e Multipublicações Media Group subscrevem plano para a Comunicação Social proposto pelo Observador