A Direção-Geral da Saúde (DGS) enviou, este domingo, o parecer técnico final com as regras para o Avante à organização do evento, o PCP, mas diz que não vai divulgar o documento por considerar que cabe “à entidade organizadora fazê-lo, se assim o entender”. Em comunicado, a entidade liderada por Graça Freitas defende que a análise do evento é “demorada e mais complexa do que os inúmeros eventos que a DGS tem analisado”.

O Avante, escreve a DGS, é um evento “com múltiplos espaços e a que se aplicam regras de áreas de restauração, eventos culturais e circulação de pessoas”. “Na realização de eventos é necessário que estejam assegurados todos os aspetos que permitam salvaguardar não só a saúde dos participantes, mas também da comunidade, como um todo, uma vez que, epidemiologicamente, cada evento comporta riscos“, pode ler-se.

Marcelo pressiona DGS a revelar as orientações do Avante. “Nunca pensei que chegássemos a cinco dias sem conhecer as regras do jogo”

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A multivariedade da componente social do evento, assim como a participação de cidadãos de várias gerações, faz com que este seja um evento cuja análise é demorada e mais complexa do que os inúmeros eventos que a DGS tem analisado.”

A DGS frisa que foram realizadas “várias reuniões para adequar a organização do evento às medidas de saúde pública inerentes ao contexto da pandemia”. Mas diz que não vai divulgar o conteúdo do parecer, “à semelhança de todos os pareceres técnicos entregues até ao momento, cabendo à entidade organizadora fazê-lo, se assim o entender”.

Mais de 40 comerciantes de Amora vão fechar portas durante Festa do Avante

O comunicado da DGS surge depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter criticado a entidade por não revelar as regras do evento e ter dito que está preocupado com a falta de clareza. “Nunca pensei que chegássemos a cinco dias sem conhecer as regras do jogo”, disse aos jornalistas, numa visita a Monchique.

Mais de 40 comerciantes da zona envolvente à Quinta da Atalaia, na freguesia de Amora, vão encerrar os estabelecimentos durante a Festa do Avante, por “precaução” e para “mitigar o risco” de contágio pelo novo coronavírus. A principal promotora do protesto nas redes sociais diz mesmo que “a probabilidade estatística de sermos contaminados é exponencial.”