Mais de 10.000 pessoas participaram na manifestação de apoio à Palestina em Amesterdão, que decorreu com algumas condicionantes, como a proibição de glorificar o terrorismo, mas com muitas bandeiras palestinianas e palavras de ordem.

Os participantes, de diferentes origens e idades, vieram de todo o país para se reunirem na Praça Dam, na capital dos Países Baixos, noticiou a televisão pública NOS.

De acordo com a NOS, citada pela agência EFE, muitos manifestantes carregavam bandeiras palestinianas e gritavam palavras de ordem como “Libertem a Palestina”, enquanto os aviões que sobrevoavam o local exibiam cartazes com mensagens como “Façam falafel, não guerra” e “Eu amo húmus, não o Hamas”.

Ao mesmo tempo, foram gritados slogans árabes como “Oferecemos as nossas almas e o nosso sangue aos mártires” e “Não há deus para além de Alá, um mártir é amado por Alá”, ouviram os repórteres da NOS presentes na manifestação.

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Entre os oradores que se encontravam num palco estava uma rapariga de 16 anos, que falou em lágrimas da sua família na Palestina.

Segundo os organizadores da manifestação, Israel, que acusam de genocídio, optou por cometer violações em larga escala dos direitos humanos na Faixa de Gaza, nomeadamente bombardeando casas, escolas e hospitais, e cortando o abastecimento de água, alimentos e energia a Gaza.

O grupo islamita Hamas, considerado terrorista pela União UE e pelos Estados Unidos, iniciou em 07 deste mês um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Em resposta, Israel bombardeou a partir do ar várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza, que controla desde 2007, e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.