Nervis Villalobos, ex-vice-ministro da Energia da Venezuela entre 2004 e 2006, diz que está a ponderar “intentar uma ação contra o Estado Português para exigir uma indemnização por todos os danos (patrimoniais e não patrimoniais)” pela “atitude persecutória” de que diz estar a ser vítima por parte da justiça portuguesa, lê-se num comunicado enviado ao Observador.

Para já, Villalobos diz que já “apresentou uma queixa disciplinar” contra a procuradora-geral adjunta Olga Barata, junto do diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Olga Barata é a magistrada que assinou a última acusação do caso Universo Espírito Santo, revelada em exclusivo pelo Observador, e que visa precisamente 19 ex-responsáveis venezuelanos que terão sido alegadamente corrompidos por Ricardo Salgado, ex-líder do Banco Espírito Santo (BES), para investirem em títulos de dívida das várias holdings do Grupo Espírito Santo (GES) e para colocarem avultados fundos no BES e assinarem contratos de intermediação financeira entre a Petróleos da Venezuela (PDVSA) e o BES.

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