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Simon Cross é diretor de produto da equipa de Integridade na Comunidade no Facebook. Por outras palavras, é um dos braços direitos de Mark Zuckerberg e tem como missão garantir que os utilizadores se sentem seguros na comunidade. Nove anos depois de começar a trabalhar na empresa que também detém o Instagram e o WhatsApp, assume, em entrevista ao Observador nos escritórios da rede social em Londres que, “às vezes, gostava apenas que as pessoas fossem mais queridas umas para as outras [no Facebook”].

É precisamente por não serem queridas ou bondosas umas para as outras que o Facebook tem cerca de 40 mil funcionários para reverem e moderarem os conteúdos. Estas pessoas, que utilizam um software criado pela equipa de Cross, ajudam os sistemas de inteligência artificial a conter casos de terrorismo, bullying ou racismo de se propagar (ainda mais) nas plataformas.

Na última vez em que Mark Zuckerberg esteve no Congresso dos EUA foi questionado por um dos congressistas sobre se faria o trabalho de um moderador — o funcionário que evita que os conteúdos proibidos apareçam nas páginas dos utilizadores. Na resposta, disse que o seu tempo era alocado de melhor forma noutros setores da empresa. Segundo Simon Cross, o líder da maior rede social do mundo disse isto por ter, na empresa, pessoas como o Simon, que fariam “absolutamente” esse trabalho. E é um trabalho que o britânico diz não trocar, porque lhe dá uma missão e propósito para continuar a fazer o que faz.

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