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Jorge Moreira deixou de trabalhar na Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM) em 2016, cerca de dois anos depois de ter visitado o Porto de Beirute para ver o estado de uma encomenda de nitrato de amónio que devia ter chegado à Beira, mas que nunca lá chegou. No início deste ano, cerca de sete anos depois dessa visita ao Líbano, o comerciante de nitrato viu o seu nome associado à explosão que causou mais de 200 mortos e mais 6.500 feridos, tendo as autoridades libanesas, através da Interpol, emitido um mandado de captura contra ele por uma série de crimes, entre eles o de ato de terrorismo e homicídio. Tudo foi entretanto arquivado e é uma incógnita se o Líbano ainda considera ou não o cidadão português suspeito. A investigação está num impasse, num país que anseia por respostas.

Um ano depois daquela que é considerada uma das maiores explosões não nucleares da história, que deixou o mundo perplexo com a sua brutalidade, muitas questões sobre este caso continuam sem resposta, enquanto os libaneses exigem justiça, embora tenham pouca esperança que tal venha a acontecer. Além de, até ao momento, não terem sido apuradas responsabilidades, sobretudo a nível político, as autoridades judiciais ainda não conseguiram determinar o que levou à explosão, continuando também envolto em mistério o verdadeiro destino das 2,7 mil toneladas de nitrato de amónio — um fertilizante usado na agricultura mas que, combinado com outras substâncias, pode servir para fabricar explosivos — que ficaram retidas no Porto de Beirute.

Vídeo. O brutal impacto da explosão em Beirute

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