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A França gosta de dizer que tem a direita mais estúpida do mundo. Se ainda vivêssemos nos dias em que era de França que vinham as modas intelectuais e culturais, por certo que haveria gente por cá a bater-se pela palma de sermos nós a ter a direita mais estúpida do mundo. Como esses tempos passaram, aquilo que parece neste momento importar é dar cabo da direita que ainda resta. Se possível nas próximas eleições presidenciais.

Pessoalmente não aprecio especialmente esta divisão do espaço político em direita e esquerda – prefiro dividi-lo entre liberais e socialistas, ou entre conservadores na tradição de Burke e progressistas na linha de Marx –, mas se continuarmos nela então deixem-me ser claro: a principal ameaça ao espaço da direita democrática nos próximos anos vem do Chega. Os estragos que o partido de André Ventura está a fazer no CDS são já evidentes, tão evidentes que começa a ser difícil ver como é que os centristas algum dia reencontrarão uma  linha de rumo viável e autónoma.

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