O que marca as próximas eleições daqui a mais de três meses, com o Natal de permeio a fim de «distrair o povão», é a lamentável intervenção do presidente da República após a súbita demissão do primeiro-ministro socialista. Ora, não só este último se demitiu mal soube das investigações do Ministério Público como não se compreende a sua demissão se não houve mais informações que o levassem a isso… Se António Costa tivesse apenas informações como as que chegaram ao grande público, não se percebe porque motivo renunciou ele ao governo… e a uma futura promoção em Bruxelas?!

Com efeito, se não tivesse informações que nós ignoramos, não se percebe por que razão apresentou o presidente do governo a sua demissão após oito anos quando deu o golpe parlamentar que nos conduziu à malfadada «geringonça». É essa a origem do funesto mandato em breve precipitado pela pandemia desencadeada no fim de 2019, que o 1.º ministro começou por negar e só tardiamente promoveu a vacinação depois da pressão social!

Mal a vacinação começou a deixar de produzir resultados, percebeu-se a desigual recomposição das diversas estruturas sociais, a qual se repercutiria não só sobre o comportamento das diversas mãos-de-obra como das diferentes imigrações. É de salientar a debilidade crescente do aparelho de Estado para responder rápidamente ao gigantesco socorro prestado pela UE sem juros. Portugal não foi capaz até hoje de aplicar esses fundos e, entretanto, devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia e agora a guerrilha do Médio Oriente, a crise monetária mundial começou a manifestar-se sem capacidade de resposta por parte do governo PS.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.