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Em 1947, Harry Truman fez um discurso que viria a mudar a história do Ocidente. Esse discurso ficou precisamente conhecido como Doutrina Truman. O presidente anunciava que, por falta de poder militar da Europa para fazer face à ameaça comunista, os Estados Unidos passariam a ser os líderes do “mundo livre”. Ainda que vários membros da administração Truman não estivessem de acordo, passado pouco tempo criava-se a NATO, uma espécie de um por todos e todos por um, ou seja, um chapéu de chuva de segurança em que se um estado sofresse uma invasão, os outros todos teriam de ir em seu auxílio. Nasceu, quase por emergência, o berço da aliança das democracias, que teve muitos momentos pouco pacíficos entre os seus membros, mas resistiu até à eleição de Donald Trump.

Biden também quer começar de novo. Também se autointitulou líder do mundo livre, mas de um mundo livre mais vasto geograficamente que tem a China como principal ameaça. É esta a mensagem que vem trazer no seu périplo europeu que começou na quarta-feira e tem paragens na Grã-Bretanha, em Bruxelas e em Genebra. Mas o sucesso está longe de ser garantido.

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