Os políticos são vistos pelos portugueses como aqueles que têm mais poder, de acordo com o Barómetro do Jornal de Negócios enquadrado na iniciativa “O poder de fazer acontecer”. São quase 44% os inquiridos que identificam a atividade política como a mais poderosa, seguindo-se os juízes, muito atrás, com 13,3%. E quando se pergunta o que é ter poder, 73% dizem que é “uma pessoa poder fazer com que os outros façam o que ela quer”. Ter dinheiro está muito em baixo nesta tabela. Além disso a maioria (55,3%) olha para os poderosos como pessoas que têm comportamentos menos éticos.

Esta imagem, que os inquiridos dão do poder, é genericamente consistente com aquilo a que temos assistido nos últimos tempos em Portugal. Políticos que nos transmitem a imagem de usarem o poder que têm, mais para se servirem a si e aos do seu grupo de amigos e conhecidos, do que para servir a comunidade. Com comportamentos que podem escapar nas teias da lei, mas que estão longe de poderem ser considerados éticos. O que acaba por nos dar uma imagem de uma comunidade que só funciona com favores, sem respeito pelas instituições.

Olhemos para alguns casos.

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