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“A TAP como companhia de bandeira é fundamental ao interesse estratégico português”. Quem disse esta frase? Uma ajuda: não foi Pedro Nuno Santos. A resposta é fundamental para que se perceba um dos maiores equívocos da política portuguesa, pois quem a proferiu não foi um socialista do PS, mas um socialista do Chega, chamado André Ventura.

A entrevista ao Expresso é de Dezembro último e reflecte bem que Ventura não difere assim tanto do ministro das infra-estruturas, Pedro Nuno Santos. Os dois querem a TAP. Um prefere que seja pública e o outro até pode pretender que seja privada desde que na esfera pública, ou seja, desde que a cumprir a função que é seguir o interesse estratégico português. Qual será este? A seu tempo, tanto Pedro Nuno Santos como André Ventura, o dirão. Porque neste ponto pouco os distingue já que os dois não devem ter dúvidas sobre qual deve ser o interesse estratégico de 10 milhões de cidadãos, milhões de empresas e ainda mais negócios. Tanto um como o outro não terá qualquer dificuldade em apontar um interesse estratégico nacional para uma empresa que não é deles, mas à qual gostam de dar instruções. Haverá centralismo mais socialista que este?

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