O Estado português terá conseguido emitir hoje 3,5 mil milhões de euros de euros de dívida a 15 anos, com a procura a atingir os 8 mil milhões de euros, e a taxa de juro a fixar-se abaixo dos 4%.

De acordo com fontes do mercado, a emissão, liderada por um sindicato bancário composto pelo Morgan Stanley, Nomura, Caixa BI, Danske Bank, Deutsche BAnk e pelo Crédit Agricole, terá fechado com uma taxa de juro média de 3,9%.

O Estado conseguiu ordens superiores a 8 mil milhões de euros.

Num primeiro comentário à operação de hoje, Steven Santos, gestor da XTB Portugal, considera que Portugal foi bem-sucedido nesta primeira emissão a 15 anos desde 2008, e que esta prova que Portugal “tem acesso amplo ao mercado obrigacionista, o que deverá levar as agências de rating a rever a sua opinião sobre a qualidade de crédito de Portugal”.

Para o gestor da XTB, o spread conseguido face à taxa mid-swap “é notavelmente baixo”, tendo se fixado nos 2,35%, especialmente face às tensões com a Rússia e consequências nas taxas de juro da dívida alemã.

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A contribuir favoravelmente para esta emissão, terá estado também a necessidade de fundos de pensões e seguradoras – investidores com maior aversão ao risco – de dívida a prazos mais longos.