O Governo suíço decidiu proibir, temporariamente, a venda de carros a diesel da Volkswagen que possam ter motores equipados com o “software” que permite manipular as emissões de gases poluentes. A Suíça tornou-se assim no primeiro país a tomar medidas restritivas após a descoberta da fraude da VW.

Em causa estão 180 mil apenas carros novos e ainda por registar, produzidos entre 2009 e 2014, e que possuem motores diesel 1.2 TDI, 1.6 TDI e 2.0 TDI. Além da marca Volkswagen, estão ainda em causa veículos da Audi, Seat e Skoda.

Já os veículos que estão em circulação podem continuar, pelo menos, para já. É que entretanto será constituído um grupo de trabalho para identificar com precisão quais os veículos envolvidos neste caso, informaram também as autoridades suíças.

Outros países, como Alemanha, França e Reino Unido já anunciaram que vão refazer testes de emissões em veículos a diesel da Volkswagen. Por cá, o ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou, na quinta-feira, que os automóveis da Volkswagen produzidos na fábrica da Autoeuropa “não tiveram incorporação” do ‘kit’, mas ainda assim o IMT vai avaliar se há implicações em Portugal.

A Comissão Europeia, por sua vez, já se pronunciou, apelando a que todos os Estados-membros levem a cabo investigações internas.

Recorde-se que o escândalo da VW rebentou no fim de semana passado, quando a empresa reconheceu ter falseado os dados sobrea emissão de gases poluentes. Entretanto, na sexta-feira, o presidente executivo da empresa, Martin Winterkorn, foi substituído – após demissão – por Matthias Mueller, que era presidente da Porsche.

A VW continua porém sem divulgar a lista dos carros manipulados, e onde foram vendidos. A empresa começou por admitir um número potencial de 11 milhões de automóveis, mas sexta-feira, o FT citava um relatório interno do grupo que falava em cinco milhões.