PS e PSD estão separado por oito pontos nas intenções de voto, de acordo com um estudo de opinião da Eurosondagem feito para o Expresso e a SIC. Os socialistas reforçaram a liderança que traziam do último estudo e recolhem agora 38% das intenções de voto. Entre os partidos que apoiam o Governo na Assembleia da República, o caso é ligeiramente diferente: tanto o BE como a CDU perdem pontos.

Num mês, as contas fazem-se assim:

  • O PS subiu 1% em relação ao resultado de novembro (e está com os tais 38%);
  • O PSD cai 0,4 pontos (para os 30%);
  • O BE perde 0,6% ( surge com 9,1% das intenções);
  • E a CDU perde um pouco mais, com uma descida de 0,5% (para os 7,7%);
  • Ainda que no fundo da tabela, CDS e PAN acompanhar a onda positiva do Governo e recolhem respetivamente, mais 0,2 e 0,5% das intenções de voto — fossem agora as eleições e os partidos obteriam 6,8 e 1,6%.

Isto significa que PSD e CDS — que, em 2015, concorreram juntos, sob a sigla da coligação Portugal à Frente, obtendo 36,86% dos votos — estão sensivelmente ao mesmo nível do resultado que obtiveram nas últimas legislativas. Têm 36,8% das intenções, nesta sondagem para o Expresso e para a SIC.

Também significa que o PS subiu (bastante) em pouco mais de um ano. Os atuais 38% de intenções contrastam com os 32,31% conseguidos nas urnas.

Mais uma vez, a história dos dias que correm é menos favorável aos partidos que garantem a viabilidade parlamentar do Governo de António Costa. O BE desceu dos 10,1% de votos para uma intenção de 9,1%. Já a CDU (PCP e PEV juntos), que conseguiu 8,25% de cruzes à frente da coligação não vai além dos 7,7% das intenções.

Apesar da subida constante do PS, só unindo forças com pelo menos um dos dois partidos à sua esquerda os socialistas garantiriam a maioria de lugares favoráveis na Assembleia da República. Tudo somado, PS, BE e CDU obtêm 54,8% das intenções de votos dos eleitores inquiridos neste estudo de opinião.

Passos é cada vez menos popular

O mesmo estudo analisa a popularidade dos líderes partidários e do Presidente da República. E, aí, Pedro Passos Coelho mantém a sua tendência de descida (ainda que se mantenha longe de perder o terceiro lugar do ranking).

Claramente positivo, Marcelo Rebelo de Sousa cai, no entanto, 0,2% para os 56,8% de votos favoráveis.

O primeiro-ministro António Costa sobe mais de um ponto e consegue a validação de 31,9% dos portugueses. Tem mais do dobro do líder da oposição. Passos perde 2,2% das aprovações e fica-se pelos 14,6%.

Assunção Cristas não destoa entre o panorama dos líderes partidários fora do Governo: perde 0,9% dos pontos mas mantém-se em terreno positivo, com 10,4% dos pontos. Mais uma décima que Jerónimo de Sousa. O líder comunista desce para 10,3% e perde o quarto lugar do ranking para a líder centrista.

Catarina Martins fecha a contagem. A coordenadora do BE perde tantos pontos quanto Jerónimo de Sousa (1,9%), mas também consegue ser positivamente avaliada pelos inquiridos, com uma votação de 8,8%.